{"id":267,"date":"2021-03-15T21:52:04","date_gmt":"2021-03-15T21:52:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/?page_id=267"},"modified":"2021-05-11T00:32:40","modified_gmt":"2021-05-11T00:32:40","slug":"textos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/?page_id=267","title":{"rendered":"Textos"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"267\" class=\"elementor elementor-267\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2907df9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2907df9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4485f88\" data-id=\"4485f88\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-742efa3 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"742efa3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\">\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Logo-150x150.png\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail wp-image-21\" alt=\"\" sizes=\"100vw\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ab7bd33\" data-id=\"ab7bd33\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2501fff elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"2501fff\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h1 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Textos<\/h1>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-top-column elementor-element elementor-element-383a996\" data-id=\"383a996\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ef61fb4 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ef61fb4\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-d26b5c8\" data-id=\"d26b5c8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c67d8df elementor-widget elementor-widget-toggle\" data-id=\"c67d8df\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"toggle.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-2081\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"1\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-2081\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Depoimento de Newton C\u00e9sar de O. Santos<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-2081\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"1\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-2081\"><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Comemora\u00e7\u00e3o dos 45 anos de Rama Brasil<\/span><br \/><br \/><span style=\"color: #ffffff;\">19\/mar\u00e7o\/2021<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Newton C\u00e9sar de Oliveira Santos<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Minha colabora\u00e7\u00e3o e homenagem \u00e0queles e \u00e0quelas que constru\u00edram (e seguir\u00e3o construindo) Rama Brasil se divide em dois grupos de textos: \u201cConceitos\u201d e \u201cPessoas\u201d.<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Conceitos<\/strong><\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">(como minha vis\u00e3o de Rama se transformou com o tempo)<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Entrei na Miss\u00e3o Rama do Brasil em abril de 1988 \u2013 uma institui\u00e7\u00e3o que estava formada, tinha diretrizes definidas, metas estabelecidas e estava vigente havia 12 anos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">De in\u00edcio, segui a \u2018cartilha\u2019 que nos foi passada, sem questionar. Aos poucos, junto com o Grupo 4, fomos colaborando para que Rama se tornasse mais flex\u00edvel e mais aberta (ao ajudarmos em modifica\u00e7\u00f5es no \u2018Guia de Pr\u00e1ticas\u2019); para que se comunicasse com grupos do exterior (por meio de cartas e participa\u00e7\u00f5es em congressos); e para que interagisse com outras institui\u00e7\u00f5es espiritualistas (com visitas, semin\u00e1rios e encontros).<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao final de meu terceiro ano de participa\u00e7\u00e3o, comecei a viajar e a conhecer pessoas e grupos do exterior. O impacto foi t\u00e3o grande que, por causa de Rama, decidi morar fora, por tr\u00eas anos. Durante esse per\u00edodo, minha vis\u00e3o de Rama foi mudando e se expandindo muito rapidamente.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Quando voltei, ao final de 1996, era uma pessoa diferente, evidentemente. Mas a minha vis\u00e3o de Rama estava muito discrepante com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maneira como desenvolv\u00edamos o Projeto por aqui (agora \u00e9ramos Projeto Amar). Em conjunto, as diferentes viv\u00eancias e experi\u00eancias; as pr\u00e1ticas de campo sozinho, em lugares desconhecidos; e o natural amadurecimento me levaram a n\u00e3o mais ver Rama como um grupo com o qual eu me identificava totalmente. Enquanto a mentalidade e o foco eram, basicamente, continuar crescendo organicamente (por meio da abertura de mais grupos), Rama para mim era uma filosofia de vida a ser vivenciada por inteiro, com tudo de bom e ruim, certo e errado que estava embutido ali \u2013 \u201cRama sou eu\u201d, trouxe de uma pr\u00e1tica de campo no deserto do Atacama. Minha vis\u00e3o n\u00e3o cabia mais na estrutura que estava montada.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mal cheguei e j\u00e1 pressenti que n\u00e3o conseguiria me adaptar e teria de sair, cedo ou tarde. Minha inten\u00e7\u00e3o passou a ser tentar me afastar sem conflito e, antes, deixar um testemunho da viv\u00eancia da minha gera\u00e7\u00e3o (nessa altura, o Grupo 4 j\u00e1 havia se dissolvido). Finalmente, logo depois da publica\u00e7\u00e3o do nosso legado, deixei a conviv\u00eancia com os grupos ao final de 1997 \u2013 sem nunca me afastar de muitos dos amigos que conheci em Rama, nem dos Guias.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Sa\u00ed com minha rela\u00e7\u00e3o com Carlos Paz estremecida, com m\u00e1goas, mas sem ruptura. Quando soube da transforma\u00e7\u00e3o de Veronica, em abril de 1998, fui procur\u00e1-la para me colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para ajudar no que fosse poss\u00edvel. Ali todas as m\u00e1goas se dissolveram, a amizade foi reatada e nunca mais sofreu abalos; mas n\u00e3o voltei ao conv\u00edvio dos grupos \u2013 minha vis\u00e3o de Rama continuava se expandindo e ia muito al\u00e9m da esfera de atua\u00e7\u00e3o da coordena\u00e7\u00e3o do Processo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao longo das duas \u00faltimas d\u00e9cadas, meu desenvolvimento pessoal e minha viv\u00eancia e interpreta\u00e7\u00e3o de Rama continuaram evoluindo e foram se moldando e consolidando, aos poucos. Entendo e considero natural a abertura de diferentes vertentes desse Processo \u2013 todas elas limitadas e parciais, porque s\u00e3o interpreta\u00e7\u00f5es humanas; mas todas s\u00e3o igualmente leg\u00edtimas e honestas em suas formas de ser. As daqui e do exterior; as de grupos e as de caminhantes solit\u00e1rios. A Realidade se mostra bem maior que a soma das in\u00fameras partes.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Quase 33 anos depois do in\u00edcio dessa jornada, Rama j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um grupo do qual eu fa\u00e7o parte e tampouco uma filosofia de vida. Rama \u00e9 uma estrutura de consci\u00eancia atrav\u00e9s da qual eu enxergo e atuo no mundo, em constante evolu\u00e7\u00e3o. O nome e o s\u00edmbolo original s\u00e3o detalhes \u2013 importantes, porque remetem \u00e0s viv\u00eancias, \u00e0s experi\u00eancias, aos Guias e principalmente \u00e0s pessoas \u2013 mas, ainda assim, s\u00e3o detalhes.<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Pessoas<\/strong><\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">(quem fez diferen\u00e7a na minha jornada em Rama)<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Antonio Carlos Varella Martinez (N\u00ea)<\/strong> \u2013 a maneira descolada e, ao mesmo tempo, ponderada de levar a vida me levou a admirar o N\u00ea desde que nos conhecemos. Foi ele quem me falou de Rama e me informou da abertura do grupo ao qual ingressei, em abril de 1988. Por isso, pela amizade e pelo muito que aprendi em tantos anos, minha \u201cd\u00edvida\u201d para com ele \u00e9 impag\u00e1vel.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Carlos Roberto Paz Wells<\/strong> \u2013 guru, mestre, instrutor e exemplo em v\u00e1rios aspectos, Carlos Paz (hoje Veronica Wells) mudou minha vida. Foi capaz de enxergar virtudes e defeitos que eu tinha \u2013 e sequer suspeitava \u2013, me indicou um Caminho e me acompanhou nos primeiros passos. Era imbat\u00edvel na qualidade e capacidade de desprendimento. Muito da minha jornada extraordin\u00e1ria, desde ent\u00e3o, devo a ela&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Diego Alberto Curio<\/strong> \u2013 o irm\u00e3o mais velho que n\u00e3o tive, biologicamente, foi quem mais me ensinou em pr\u00e1ticas de campo. Ali, seu n\u00edvel de sensibilidade \u00e9 inigual\u00e1vel, e poucas pessoas foram capazes de vivenciar Rama, de maneira t\u00e3o plena, como ele.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Luiz Tadashi Akuta<\/strong> \u2013 o \u2018Buda\u2019 tem uma rara habilidade de an\u00e1lises ponderadas \u2013 talvez seja o melhor exemplo de uma mente de engenheiro que foi capaz de se moldar e adaptar a uma realidade \u201cdisruptiva\u201d, para usar um termo atual para a experi\u00eancia do \u2018Contato\u2019. <strong>Cristina Hikawa<\/strong> \u2013 exemplo de foco naquilo que interessa, de praticidade e resili\u00eancia, e de um cuidado percept\u00edvel \u2013 sem ser ostensivo \u2013 com os seus c\u00edrculos de rela\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Jos\u00e9 Carlos Sanches<\/strong> \u2013 meu modelo de instrutor de Rama, acabou \u201cextrapolando\u201d suas fun\u00e7\u00f5es e se transformou em modelo de amigo, filho, pai, marido, cidad\u00e3o, chefe, empres\u00e1rio&#8230; Mestre!<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Vera L\u00facia de Melo<\/strong> \u2013 conheci poucas pessoas, em tr\u00eas d\u00e9cadas de Rama, com tamanha capacidade de avalia\u00e7\u00e3o equilibrada de pessoas, situa\u00e7\u00f5es e cen\u00e1rios.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Jorge Tr\u00f3ccoli<\/strong> (Uruguai) \u2013 a mente mais brilhante que conheci em Rama. Insuper\u00e1vel no entendimento dos paradoxos humanos e n\u00e3o humanos. A oportunidade de aprender com o seu conv\u00edvio foi o que me levou a passar um ano no Uruguai. <strong>Betina Blanc<\/strong> (Uruguai) \u2013 dona de singular habilidade para relacionar conhecimentos, \u00e9 exemplo de l\u00edder em todas as esferas de atua\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Tato<\/strong>, <strong>Ver\u00f3nica<\/strong>, <strong>Ricardo Fracchia<\/strong> e <strong>Mariela Casadei de Armas<\/strong> \u2013 brilhantes membros do Grupo Base 2 de Rama Uruguai\/Plano Piloto, todos t\u00eam uma capacidade de argui\u00e7\u00e3o que sempre me impressionou.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Rodrigo Fuenzalida<\/strong> (Chile) \u2013 o mais vers\u00e1til, inteligente, atencioso, capacitado e criterioso \u201ccontatado\u201d que conheci. Incompar\u00e1vel!<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Jorge Miranda<\/strong> (Bol\u00edvia \/ carinho puro); <strong>Carlos Salerno<\/strong> (Argentina \/ pragmatismo puro); <strong>Renato Longato<\/strong> (Peru \/ aten\u00e7\u00e3o pura); <strong>Lily<\/strong> e <strong>Juan Carlos<\/strong> (Chile \/ gentileza pura) \u2013 algumas das joias que coletei pelo Caminho, em andan\u00e7as.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Centenas de pessoas fizeram parte da minha jornada em Rama e n\u00e3o foram mencionadas aqui. Fica o pedido de desculpas. N\u00e3o \u00e9 dem\u00e9rito ou falta de considera\u00e7\u00e3o, evidentemente. Foi preciso fazer uma sele\u00e7\u00e3o. Mas, que fique claro: todos foram importantes, cada um \u00e0 sua maneira. Por favor, que se sintam representadas por <strong>Christine Boehm <\/strong>(delicadeza personalizada); <strong>Geg\u00ea<\/strong> (rara pureza); <strong>Raquel Furgeri<\/strong> (doce firmeza); <strong>Jorge e F\u00e1tima Lopes<\/strong> (exemplar amizade); <strong>Marcos Romero <\/strong>e <strong>Rita Salgueiro<\/strong> (m\u00e3os sempre estendidas); <strong>Marcio Cruz<\/strong> (\u201cchapa\u201d); <strong>Caio Avallone<\/strong> (futebol pode ser transcendental); <strong>Luciana Minelli<\/strong> (coragem despojada); <strong>Valerio Luiz Lange<\/strong> (autenticidade); <strong>Luiz Arag\u00e3o<\/strong> (Confian\u00e7a, com \u201cC\u201d); <strong>Rog\u00e9rio Mansini<\/strong> (suavidade ferina); <strong>Z\u00e9 Guilherme<\/strong> (resist\u00eancia conformada); <strong>Runaldo Ferr\u00e9<\/strong> (criatividade flex\u00edvel); <strong>Formiga<\/strong> (\u201c<em>sui generis<\/em>\u201d); <strong>Rosemeire Franco<\/strong> (abnega\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo); <strong>Renato de Giovanni<\/strong> (simplicidade objetiva); <strong>Rosangela Vasconcellos\/R\u00f4<\/strong> (\u201czen\u201d); <strong>Gugu e Ilza, <\/strong>que trouxe para Rama (sobriedade); <strong>Giovanni Rocha<\/strong> (observa\u00e7\u00e3o arguta); <strong>Paula Cardoso<\/strong> (<em>in memoriam<\/em> \u2013 buscadora incans\u00e1vel); <strong>Roberto Pesserl<\/strong> (dedica\u00e7\u00e3o compromissada); <strong>Carlos Paladino<\/strong> (virada de jogo); <strong>Pl\u00ednio Derraik<\/strong> (<em>in memoriam<\/em> \u2013 acolhedor); <strong>Ronan Gott Jr.<\/strong> (dever ao compromisso); <strong>\u201cX\u201d<\/strong> (por existir); e tantos outros e outras.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Uma sauda\u00e7\u00e3o especial aos companheiros do <strong>Comunidade Mental<\/strong> \u2013 <strong>Alice<\/strong> (for\u00e7a controlada); <strong>Nadir<\/strong> (sensatez na dose certa); <strong>L\u00fa<\/strong> (vis\u00e3o aberta); <strong>Glaucia<\/strong> (mistura de saberes); <strong>Betto<\/strong> (percep\u00e7\u00e3o silenciosa); <strong>Nelson<\/strong> (sabedoria latente).<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Uma dedicat\u00f3ria ao <strong>Grupo 4<\/strong><\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Na reuni\u00e3o de abertura do grupo, em 15 de abril de 1988, estiveram presentes pouco mais de 50 pessoas. Tr\u00eas semanas depois, 34 delas voltaram a se reunir. Foram 28 os presentes no encontro seguinte. Seis meses depois de terem sido apresentados, o grupo estava composto por 18 integrantes, dos quais 17 participaram do primeiro acampamento, em Itatiaia, em outubro de 1988. Ao final do ano, 15 pessoas faziam parte do Grupo 4. Durante 1989, em meio a algumas pr\u00e1ticas de campo e experi\u00eancias dignas de nota, o grupo chegou ao final de dezembro com 11 participantes. Por fim, eram apenas oito os que permaneceram em 1990, quando come\u00e7aram a colaborar com a Miss\u00e3o Rama na qualidade de instrutores, ao final da 12\u00aa pr\u00e1tica de campo, realizada entre os dias 15 e 17 de novembro.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Priscila de Almeida<\/strong> deixou o grupo logo depois do II Encontro Mundial de Rama, realizado no Vale do Urubamba, Peru, em agosto de 1990. Foi morar em El Salvador e vive l\u00e1 at\u00e9 hoje, trabalhando como professora de portugu\u00eas. Era uma das vozes de pondera\u00e7\u00e3o, que sabia extrair a inten\u00e7\u00e3o boa por tr\u00e1s de palavras e express\u00f5es nem sempre agrad\u00e1veis. Mora em El Salvador h\u00e1 mais tempo do que viveu no Brasil, e \u00e9 m\u00e3e de um casal de jovens muito bonitos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Flavio Augusto Saraiva Straus<\/strong> prezava o equil\u00edbrio do grupo. Advogado de mente \u00e1gil, pensamento afiado e sendo linguisticamente muito vers\u00e1til, dava espet\u00e1culos de erudi\u00e7\u00e3o e conhecimento acerca de relacionamentos humanos, direitos e deveres. Al\u00e9m disso, era o \u00fanico a ter coragem de se banhar nas \u00e1guas de Itatiaia em pleno inverno, com chuva ou sol. Pai de tr\u00eas Marias, \u00e9 Mestre e Doutor em Direito e, reza a lenda, um tremendo profissional.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Ddg Salinet Dias<\/strong> era o aut\u00eantico \u2018iniciado\u2019: j\u00e1 tinha ouvido falar, lido ou vivenciado de tudo; havia morado em diversos lugares e tido experi\u00eancias ins\u00f3litas. Cosmopolita e cidad\u00e3o do mundo, viveu em diversos lugares, sempre se sentindo \u201cem casa\u201d. Era o grande fil\u00f3sofo do grupo, e at\u00e9 recentemente trabalhava como professor de filosofia em sua terra natal, Passo Fundo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Giba (Gilberto Lima Chamie)<\/strong> era \u2013 e ainda \u00e9 \u2013 a personifica\u00e7\u00e3o da alegria (n\u00e3o por acaso foi apelidado de \u201cSorriso\u201d). Calmo, procurava apaziguar \u00e2nimos que vez por outra se exaltavam. Engenheiro especializado em Controle de Qualidade, em in\u00fameras oportunidades elevou, e muito, a qualidade do trabalho do grupo. Est\u00e1 casado com a ador\u00e1vel <strong>Denize Aparecida Cyrillo Chamie<\/strong>, que participou do Grupo Cristal, em 1991. Atualmente, os dois se dedicam a gerenciar uma das melhores pousadas do sul de Minas Gerais (<a style=\"color: #ffffff;\" href=\"https:\/\/www.pousadaportaldascachoeiras.com.br\/\">https:\/\/www.pousadaportaldascachoeiras.com.br\/<\/a>).<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Nilson Flavio Gon\u00e7alves<\/strong> era o porto seguro do grupo. Exemplar no autocontrole di\u00e1rio, nas mais diversas circunst\u00e2ncias, sempre foi um modelo de serenidade. Dotado de racioc\u00ednio sagaz e um senso de humor insuper\u00e1vel, sabia o momento certo e a dose precisa acerca do que e como falar. Mestre absoluto na arte da empatia, faz qualquer pessoa se sentir acolhida na sua presen\u00e7a.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Marcela de Paula Gon\u00e7alves<\/strong>, por sua vez, era o fio terra do grupo. Era ela quem trazia a todos \u00e0 realidade quando al\u00e7avam voos muito altos e sem rumo; era ela quem lembrava dos objetivos de estarem juntos; era ela quem rompia os momentos de marasmo e trazia todos de volta ao trabalho, nos momentos de dispers\u00e3o. Ca\u00e7ulinha da turma, era forte, determinada e uma l\u00edder nata, que encorajava a todos a seguir em frente, apesar das dificuldades. Sempre foi das nossas maiores refer\u00eancias.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>M\u00e1rio S\u00e9rgio Nogueira Munhoz<\/strong> era o motor de arranque do grupo. Sereno, mas de discurso direto; tranquilo, mas de uma determina\u00e7\u00e3o f\u00e9rrea; calmo, mas capaz de impor respeito apenas com o olhar. Fez carreira profissional na ind\u00fastria qu\u00edmica, e no grupo era o grande alquimista, fazendo as melhores misturas, escolhendo as melhores po\u00e7\u00f5es, destilando o melhor de cada um, sempre em busca da melhor f\u00f3rmula para cada momento. Na opini\u00e3o de muitos participantes, foi um dos melhores instrutores da hist\u00f3ria de Rama Brasil.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Maria de F\u00e1tima Martins Nunes<\/strong> contrabalan\u00e7ava o marido, M\u00e1rio. Onde havia tens\u00e3o, ela aliviava; onde havia discord\u00e2ncia, ela buscava consenso; onde havia desvio, ela sinalizava o caminho \u2013 sem movimentos bruscos, sem palavras ferinas, sem levantar a voz. Da qualidade de fonoaudi\u00f3loga ela acabou, sem querer, se transformando em uma das vozes mais atuantes e representativas do grupo, que simbolizava e retratava com maestria.<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-2082\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"2\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-2082\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Relatos de Michaela Papa e Marco Bueno - 40 anos de Rama - 2016<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-2082\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"2\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-2082\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Come\u00e7aram em Rama em 1994, no Grupo Antares. Ficaram famosos pela ativa participa\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o nos mais diversos eventos que foram realizados em Rama na d\u00e9cada de 1990.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-400 size-full\" src=\"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Micaela.jpeg\" alt=\"\" width=\"736\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Micaela.jpeg 736w, https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Micaela-300x165.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 736px) 100vw, 736px\" \/><\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Na foto, veem-se Michaela, Marco, Gabi, Etsuko, Sueli e outros participantes de Rama de outro grupo. Quem ajuda a identific\u00e1-los?<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">&amp;&amp;&amp;<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Michaela<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">&#8220;Ol\u00e1, pessoal do RAMA, Projeto Amar! Sou Michaela pertencia ao grupo Antares e ao de eventos!\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Come\u00e7amos o grupo em 1994 com 27 pessoas, mas ficamos em 7.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Talvez voc\u00eas se lembrem do \u00faltimo fim de ano que fizemos a pe\u00e7a de teatro. Foi algo inesquec\u00edvel! Recebi essa pe\u00e7a em comunica\u00e7\u00e3o e foi a prova de que o projeto j\u00e1 estava em minha vida para sempre!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">O Rama est\u00e1 e estar\u00e1 sempre dentro de n\u00f3s, nosso grupo teve muitas experi\u00eancias e acho que foi um dos que conseguiu terminar o guia de pr\u00e1tica com sucesso!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Fizemos v\u00e1rias sa\u00eddas a campo e experi\u00eancia incont\u00e1veis!\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Quando vieram os grupos novos conhecemos in\u00fameras pessoas e fizemos amigos maravilhosos. Adoraria rev\u00ea-los neste evento!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">As pessoas do nosso grupo continuam em contato e em aprendizado permanente!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Com certeza irei ao evento matar a saudade de todos!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">At\u00e9 l\u00e1!!!&#8221;<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">&amp;&amp;&amp;<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Marco Bueno<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">&#8220;Olhos Abertos\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Imaginem um grupo de 27 pessoas, onde alguns membros eram fam\u00edlia, outros amigos e outros, ainda, amigos de amigos, e todos motivados em terem um encontro f\u00edsico programado com seres extraterrestres. Sim, isso ocorreu em 1994 ap\u00f3s uma palestra de Charlie na biblioteca do Pari, em S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Como o grupo era grande s\u00f3 havia duas casas poss\u00edveis para as reuni\u00f5es do grupo, a casa da Michaela e Eduardo e o meu apartamento, que acabou se tornando o local mais apropriado, pois morava sozinho.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Essas reuni\u00f5es, no in\u00edcio, eram uma festa, com todos muito aminados em trabalhar com o Guia de Pr\u00e1ticas e, ao t\u00e9rmino das reuni\u00f5es, uma comilan\u00e7a que dava gosto.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Mas ap\u00f3s nossa primeira sa\u00edda a campo em Itatiaia e, como em todo relacionamento, houve uma DR. Imaginem uma com 27 pessoas. Foi gigantesca e intensa e, como voc\u00eas podem imaginar, o grupo se dissolveu. Restaram somente 7 pessoas que estavam realmente com vontade de ver onde esse caminho ia dar.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Nasceu o Grupo Antares, um grupo menor, mais coeso, com la\u00e7os afetivos e divertidos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Gostamos de festas, muitas festas e de encontrar amigos, conhecidos e falar muito sobre tudo!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Nossa primeira grande li\u00e7\u00e3o dentro do processo, (pelo menos assim eu acredito) foi no in\u00edcio da unifica\u00e7\u00e3o conceitual. VERDADE! Ap\u00f3s uma longa discuss\u00e3o sobre o que significava Verdade para cada um, onde at\u00e9 apareceu a defini\u00e7\u00e3o \u201cVer dados exatos\u201d (essa se tornou um cl\u00e1ssico!) chegamos a um veredito. Bem, nem todos. Uma integrante do grupo disse: \u201cEu n\u00e3o concordo, n\u00e3o sei ainda dizer o porqu\u00ea, mas n\u00e3o acho essa defini\u00e7\u00e3o certa.\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Pensem numa frustra\u00e7\u00e3o. \u201cComo assim, voc\u00ea n\u00e3o sabe e n\u00e3o concorda?\u201d \u201cFicou maluca?\u201d etc, etc. Mas gra\u00e7as a ela paramos para perceber que est\u00e1vamos impondo a defini\u00e7\u00e3o da maioria e n\u00e3o um consenso.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Como experi\u00eancia pessoal, o processo Rama\/Amar me mostrou que muito mais importante que manter contato pessoal extraterrestre \u00e9 o contato humano, \u00e9 fazer parte de um desenvolvimento equilibrado em nosso pr\u00f3prio mundo. N\u00e3o que \u201celes\u201d n\u00e3o sejam importantes, ao contr\u00e1rio foram, s\u00e3o e ser\u00e3o a motiva\u00e7\u00e3o do processo, o exemplo de que podemos chegar l\u00e1.&#8221;<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-2083\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"3\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-2083\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Relato e foto de Ronan Gott Jr - hist\u00f3rico do Grupo Curvelo I<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-2083\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"3\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-2083\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Relato e foto de Ronan Gott Jr., de Curvelo (MG) \u2013 para od 40 anos de Rama \u2013 2016<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">RESUMO HIST\u00d3RICO DO GRUPO CURVELO I \u2013 CONTINUIDADE DA NOVA FASE<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Os grupos come\u00e7aram em Minas atrav\u00e9s de Ozanan, em Sete Lagoas, no ano de 1994, quando lhe foi apresentado o Livro \u201cOs Semeadores de Vida\u201d e, nessa mesma \u00e9poca, Ozanan havia apresentado o mesmo para Geraldo Menezes, em Curvelo, que tamb\u00e9m participou desse primeiro grupo de Sete Lagoas. Como a maioria das hist\u00f3rias de grupos est\u00e1 sempre vinculada \u00e0s dissid\u00eancias e aqui n\u00e3o foi diferente, pela primeira vez, j\u00e1 no final de 1995, Geraldo resolve trazer o projeto para Curvelo e, junto com Ronan, formaram o primeiro grupo do Projeto Amar, ficando Sete Lagoas e Curvelo em funcionamento nesta \u00e9poca.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Come\u00e7amos com uma reuni\u00e3o de 40 pessoas, vindo lotar uma das salas da casa de Geraldo. As reuni\u00f5es come\u00e7aram a acontecer e os interesses de cada um iam apontando a diminui\u00e7\u00e3o do grupo, at\u00e9 ficarmos reduzidos em apenas 18 membros, que com passar dos anos ca\u00edram para 14 navegantes. O Guia de Pr\u00e1ticas era a ferramenta balizar de todo o processo, encontros eram marcados em Itatiaia e viagens para aquele magn\u00edfico cen\u00e1rio tornavam-se uma constante.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Em meados de 1999 e 2000, depois do afastamento de Charlie do Projeto, os grupos mais conhecidos como os formadores do processo no Brasil, compostos por Instrutores que j\u00e1 tinham viv\u00eancias e experi\u00eancias nessa aventura, foram se desfazendo e paralisando suas atividades. No nosso grupo Curvelo I, decidimos manter e tocar o Projeto por nossa conta e risco, dentro da proposta ORIGINAL de alcan\u00e7armos a transforma\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do trabalho proposto pelo Guia de Pr\u00e1ticas e pela conquista da consci\u00eancia de nossa presen\u00e7a no cen\u00e1rio da vida. Nessa \u00e9poca os Guias j\u00e1 manifestavam o interesse em oportunizar experi\u00eancias atrav\u00e9s das comunica\u00e7\u00f5es e de suas naves nos c\u00e9us de Curvelo.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Novas avalanches vieram e o grupo mais uma vez foi reduzido a 6 pessoas, tudo isso por volta de 2003. O grupo estava destoante em objetivos e m\u00e9todo de trabalho, pois alguns n\u00e3o queriam mais seguir o Guia de Pr\u00e1ticas e resolveram enveredar-se em pesquisas outras. Os fen\u00f4menos eram constates aqui e a partir de ent\u00e3o, come\u00e7aram a diminuir at\u00e9 paralisar, nos levando a uma profunda an\u00e1lise do que estaria ocorrendo. Nesta \u00e9poca, os grupos de Sete Lagoas tamb\u00e9m se encontravam em decl\u00ednio, e o nome de Ozanan come\u00e7ou a surgir em nossas comunica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o sab\u00edamos por qual motivo, mas seu nome sempre aparecia nas nossas tentativas de nos comunicar com eles, os Guias.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Em 2004, fizemos uma reuni\u00e3o convocada por Geraldo em sua casa para manifestar a sua sa\u00edda do Projeto por problemas pessoais. O grupo ent\u00e3o foi para a oficina do pai de Ronan que iniciou um processo de analises sobre tudo o que estava acontecendo. Foram dias de exaustivas trocas e questionamentos, principalmente das comunica\u00e7\u00f5es que estavam chegando e que diziam para voltarmos ao processo do Guia de Pr\u00e1ticas em sua forma original. O grupo ent\u00e3o resolveu saber se todos topariam come\u00e7ar tudo novamente\u2026 tudo do zero. Assim, dois participantes que eram mais novos no grupo, logo manifestaram o n\u00e3o interesse em participar mais, e sa\u00edram, pois hav\u00edamos colocado a proposta de refazer o GUIA DE PR\u00c1TICAS na \u00edntegra e eles n\u00e3o acreditavam mais no processo orientado pelo GP. Ent\u00e3o resolvemos chamar Ozanan para fazer parte de nosso novo grupo em virtude das tais comunica\u00e7\u00f5es. Ozanan achou simplesmente fant\u00e1stico, pois estavam acontecendo diverg\u00eancias em seu grupo de Sete Lagoas que tinha exatamente a ver com as pessoas que n\u00e3o queriam fazer o Guia ou que n\u00e3o acreditavam mais na proposta. Rapidamente identificou-se com o grupo Curvelo I e passou a vir todo final de semana pra Curvelo, sem medir esfor\u00e7os em querer conquistar a possibilidade de darmos certo nesse processo. Assim, as comunica\u00e7\u00f5es, confirma\u00e7\u00f5es e as experi\u00eancias come\u00e7aram a se intensificar novamente. Tudo estava em sintonia novamente! Est\u00e1vamos caminhando muito bem!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">No final de 2004, Silvia Zoega surgiu atrav\u00e9s da incessante busca de Ronan por mais informa\u00e7\u00f5es sobre os grupos que at\u00e9 ent\u00e3o tinham desaparecido do contexto do projeto. Assim, as trocas se intensificaram e a possibilidade de retomada das pr\u00e1ticas e encontros que aconteciam nos tempos \u00e1ureos come\u00e7aram a surgir. Silvia nos disse que havia um grupo em Belo Horizonte que estava tamb\u00e9m trabalhando com a filosofia do Projeto. Foi a\u00ed que conseguimos consolidar uma rela\u00e7\u00e3o de troca e amizade que acontecia num sitio deles, em Felixl\u00e2ndia, pr\u00f3ximo a Curvelo, local que passamos a utilizar para os encontros e pr\u00e1ticas. Bons tempos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">A partir de 2006, come\u00e7amos estreitar la\u00e7os com esse grupo de Belo Horizonte, mas ainda n\u00e3o hav\u00edamos tido nenhum tipo de encontro at\u00e9 ent\u00e3o, e nossas trocas eram mais por telefones.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Uma experi\u00eancia marcante ocorreu no dia 05\/11\/2006, j\u00e1 no final do ano, quando Geg\u00ea, um dos membros do grupo Aldebaran de S\u00e3o Paulo, havia recebido uma comunica\u00e7\u00e3o que mencionava uma experi\u00eancia que n\u00e3o deixaria d\u00favidas ao grupo Curvelo I, do apoio deles, os Guias, ao trabalho que vinham desenvolvendo, e que Geg\u00ea deveria vir at\u00e9 Curvelo para ajudar nas inicia\u00e7\u00f5es de Cristais deste grupo, por\u00e9m, n\u00e3o pode vir, manifestando sua dificuldade de translado at\u00e9 Curvelo, foi a\u00ed que os Guias modificaram a estrat\u00e9gia e come\u00e7aram a passar informa\u00e7\u00f5es diretamente ao grupo Curvelo I preparando-o para as inicia\u00e7\u00f5es mencionadas. A confirma\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o de Gege foi consumada no dia 07\/11\/2006, quando Ronan tirou uma foto de uma nave da Confedera\u00e7\u00e3o em plena luz do dia e bem no centro da cidade. A partir de 2007 come\u00e7amos a intensificar as rela\u00e7\u00f5es com o grupo Belo Horizonte I com qual tivemos muitas experi\u00eancias juntos e que foram de grande proveito at\u00e9 2009.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Em 2010 as coisas come\u00e7aram a tomar outros rumos e, mais uma vez na hist\u00f3ria do Projeto, apareceram manifesta\u00e7\u00f5es e procedimentos que n\u00e3o condiziam com a proposta original e que foram introduzidos sem o CONSENSO com as pessoas que tamb\u00e9m tinham sido apontadas por Ver\u00f4nica como respons\u00e1veis pela realiza\u00e7\u00e3o destas atividades no Brasil. Em 18\/09\/2011, Ronan recebeu uma comunica\u00e7\u00e3o do ser \u201cGodar\u201d que apontava os riscos de uma ruptura entre os grupos por simplesmente quererem introduzir m\u00e9todos que n\u00e3o estavam no contexto do Guia de Pr\u00e1ticas. \u201c(\u2026) Os grupos precisam ser orientados dentro da proposta do Guia de Pr\u00e1ticas. A desarmonia \u00e9 provocada pela n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o de atitudes eg\u00f3icas de alguns modelos pr\u00e9-estabelecidos. O Guia de Pr\u00e1ticas n\u00e3o \u00e9 uma ferramenta criada para desagregar, o que ocorre \u00e9 que voc\u00eas acrescentam m\u00e9todos ao bel prazer. M\u00e9todos estes que n\u00e3o constam da proposta inicial (\u2026)\u201d. Essa informa\u00e7\u00e3o foi repassada para os facilitadores da \u00e9poca, mas que tamb\u00e9m tiveram l\u00e1 suas interpreta\u00e7\u00f5es sem o devido aprofundamento e troca por CONSENSO do que realmente tudo aquilo significava e do \u2018porque\u2019 desta informa\u00e7\u00e3o chegar naquele momento. A devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi dada e sofremos as conseq\u00fc\u00eancias da inconseq\u00fc\u00eancia e mais um desfecho de rompimento e desagrega\u00e7\u00e3o se tornou realidade.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Em 2012 o grupo Curvelo I decidiu rever os fatos e mais uma vez voltou para a prancheta, decidindo seguir as orienta\u00e7\u00f5es que haviam recebido ap\u00f3s a pr\u00e1tica de 07 de fevereiro de 2012. \u201c(\u2026) O desejo da VIDA \u00e9 que ela se mantenha sem criar para si obst\u00e1culos para a continuidade. A SIMPLICIDADE gera HARMONIA que gera o AMOR que gera a VIDA. Sejam simples na forma mais singela do termo! Promovam os grupos vinculados a voc\u00eas! Continuar\u00e3o tendo o nosso apoio incondicional e nossa proposta de aproxima\u00e7\u00e3o f\u00edsica continua de p\u00e9. Superem as d\u00favidas de todo ocorrido e refa\u00e7am as suas hist\u00f3rias\u201d. Oxalam 21\/02\/2012.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Podemos dizer que muitas d\u00favidas foram superadas e estamos refazendo as nossas hist\u00f3rias com o brilho \u00edmpar do apoio contundente dos nossos irm\u00e3os maiores e de Ver\u00f4nica Wells, a quem somos eternamente gratos pela oportunidade proporcionada de nos tornarmos seres humanos mais conscientes e melhores.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Hoje o Projeto Sunesis se encontra em nova fase de seu percurso, com antigos e novos membros na ativa. Estamos felizes e gratos pela oportunidade que nos foi dada por pessoas que dedicaram suas vidas em prol de um mundo melhor, em especial Ver\u00f4nica Wells. Esperamos que o \u201cn\u00f3s\u201d, seres humanos, vingue nesta dif\u00edcil tarefa de SER humano.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Amor e paz.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">A foto anexada foi tirada dia 07\/11\/2006 por Ronan Gott Jr, no centro da cidade de Curvelo.<\/span><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-393 size-full\" src=\"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Curvelo-01.jpg\" alt=\"\" width=\"596\" height=\"369\" srcset=\"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Curvelo-01.jpg 596w, https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Curvelo-01-300x186.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 596px) 100vw, 596px\" \/><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-2084\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"4\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-2084\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Relato de Jorge e F\u00e1tima Lopes<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-2084\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"4\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-2084\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Segue um causo &#8220;ins\u00f3lito&#8221; que passamos juntos com o grupo Lomos em 98.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Infelizmente n\u00e3o pudemos testemunhar grandes, glamorosos, espetaculares fen\u00f4menos para que possamos contar. Muitos campos agendados, sugeridos, mas o fenomenol\u00f3gico n\u00e3o aconteceu. Foram situa\u00e7\u00f5es de proximidade e amizade com os Guias e muitas instru\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mas o maior fen\u00f4meno que passei foi poder em um t\u00e3o curto espa\u00e7o de tempo, 5 ou 6 anos, ter encontrado um n\u00famero t\u00e3o grande de pessoas excepcionais, que nunca imaginei que em uma s\u00f3 vida poderia conhecer. Nesta vida passei por grupos de estudos, organiza\u00e7\u00f5es seculares secretas ou abertas, espiritualistas, etc. onde conheci pessoas muito especiais, avatares, iluminados, mas tantos em \u00fanico espa\u00e7o e \u00fanica experi\u00eancia s\u00f3 em RAMA. Passados mais de 20 anos ainda sinto o quanto cada um destes mudou, agregou ou desenvolveu valores que esta minha experi\u00eancia de viver ficou muito mais prazerosa.<br \/><br \/><\/span><b>Relato &#8220;ins\u00f3lito&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Foi uma sa\u00edda de campo do grupo Lomos ano de 1998, munic\u00edpio de Itupeva, Estrada do Quilombo num local conhecido como ponto G. Essa estrada tinha uma sa\u00edda identificada por um marco em concreto com a letra \u201cG\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Para chegar no local sa\u00edmos da estrada pela referida sa\u00edda, seguindo por uma estrada de terra. Era um caminho livre, sem porteira, sem placas de passagem proibida, rodeado por um cafezal. Deixamos os carros em um local pr\u00f3ximo de algumas casas, sugerido pelos colegas que estiveram durante o dia conhecendo o local.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Era noite clara. Cada um dos membros com sua cadeira nas m\u00e3os, desceu uma &#8220;rua&#8221; entre os p\u00e9s de caf\u00e9. A pr\u00e1tica foi individual, sendo que alguns pediram para ficar pr\u00f3ximos nas mesmas \u201cruas\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Dado o tempo de pr\u00e1tica, todos foram voltando e se agrupando no caminho, conversando sobre a pr\u00e1tica, quando de repente apareceu um carro de farol baixo que foi se aproximando em nossa dire\u00e7\u00e3o. Foi o \u00fanico carro que apareceu naquela noite. Pr\u00f3ximo de n\u00f3s o carro parou e desceram 2 policiais com escopetas nas m\u00e3os \u2013 Que MEDO!!!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Para nossa salva\u00e7\u00e3o, uma das participantes do grupo, Eliane, se dirigiu para os guardas falando &#8220;Sou da Casa&#8221; com a carteira do Tribunal de Justi\u00e7a na m\u00e3o. Como funcion\u00e1ria foi pedindo calma e dizendo que \u00e9ramos de um grupo de \u201cpesquisa ufol\u00f3gica\u201d. Uma vez tudo esclarecido, foram embora.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Ocorreu que t\u00ednhamos sido confundidos com um grupo de delinquentes que estava \u201cdesmanchando&#8221; carros na regi\u00e3o. E para nossa sorte, naqueles meses estavam ocorrendo v\u00e1rios relatos de aparecimento de UFOs na regi\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">De todas as outras pr\u00e1ticas que participamos, mais ou menos intensas, esta foi a mais TENSA.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Abra\u00e7os.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Fatima e Jorge, com assessoria de Rog\u00e9rio Mancini.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">&amp;&amp;&amp;<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Agora o meu relato particular \u2013 Jorge<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Esta pr\u00e1tica foi uma das mais interessantes de todas que realizei em RAMA. Este era um momento de o grupo mostrar sua maturidade ap\u00f3s 4 anos de atividade, independentes, sem a assessoria por instrutores.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">O grupo tinha perguntas e tamb\u00e9m comunica\u00e7\u00e3o livre.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Fiquei s\u00f3, numa das alamedas entre os p\u00e9s de caf\u00e9, com uma cadeira, lanterna, caderno e caneta nas m\u00e3os. Fiz o processo de abertura de comunica\u00e7\u00e3o como de praxe e de repente fui \u201cconvidado\u201d a participar de um exerc\u00edcio sem pr\u00e9vio conhecimento. Foi um exerc\u00edcio fisicoparapsicol\u00f3gico &#8211; \u201couvi\u201d na minha mente:<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">&#8211; Fique de p\u00e9.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Me levantei.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">-Caminhe com os olhos fechados.<\/span><\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Caminhei, entre as arvores e a\u00ed ouvi.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">-Pare, vire e vo<\/span><\/p><hr \/><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">lte a andar com os olhos fechados.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Voltei caminhando, sem contar passos e sem prestar aten\u00e7\u00e3o no tempo, sempre de olhos fechados. Ent\u00e3o ouvi novamente.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">-Pare e abra os olhos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Estava exatamente em frente a minha cadeira de onde havia partido.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Compreendi esse exerc\u00edcio, de forma mental, como uma manifesta\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a\/apoio dos guias, \u00e0 essa pr\u00e1tica. Isso tamb\u00e9m aumentou a minha seguran\u00e7a nas pr\u00e1ticas seguintes.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Fechei o exerc\u00edcio e quando recolhia a cadeira, ouvi nitidamente gritaram meu nome \u201cJorge\u201d. Respondi bem alto \u201cestou indo\u201d. Subi calmamente para o ponto de encontro e todos foram chegando praticamente juntos. Embora n\u00e3o houvesse um tempo certo para a pr\u00e1tica, todos acabaram no mesmo tempo. Quando est\u00e1vamos todos reunidos perguntei quem me chamou, e para meu espanto ningu\u00e9m havia me chamado. Eu ouvi claramente o meu nome pelos ouvidos f\u00edsico, n\u00e3o mental.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Finalizada essa pr\u00e1tica, come\u00e7amos a seguir pela estradinha at\u00e9 onde hav\u00edamos deixado os carros. Nesse momento chegou a pol\u00edcia. Se essa pr\u00e1tica tivesse persistido por mais tempo, provavelmente a confus\u00e3o com os policiais teria sido maior.<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-2085\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"5\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-2085\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Plano Piloto chega ao Uruguai - 1987<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-2085\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"5\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-2085\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Plano Piloto chega ao Uruguai \u2013 1987<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Rama Brasil come\u00e7ou semanas depois que Carlos Paz (Charlie, como era conhecido; atualmente, Veronica Wells) desembarcou em S\u00e3o Paulo, em fevereiro de 1976. Entre aberturas e fechamentos de grupos, idas e vindas, erros e acertos, grande movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas e in\u00fameras experi\u00eancias com os Guias, ele decidiu \u201cfechar para balan\u00e7o\u201d no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">A retomada do processo se deu anos depois com o Plano Piloto, projeto pelo qual \u201co contato seria encarado como uma ferramenta e n\u00e3o como o objetivo. O objetivo maior seria especificamente a conquista de um estado de consci\u00eancia mais amplo e de uma percep\u00e7\u00e3o mais clara da raz\u00e3o de viver, com metas definidas a curto, m\u00e9dio e longo prazos\u201d, conforme explicitado em \u201cOs Semeadores de Vida\u201d, p\u00e1g. 406. A nova metodologia, gradualmente incrementada ao longo das d\u00e9cadas seguintes, \u00e9 a mesma que permanece vigente (2019), com algumas varia\u00e7\u00f5es, nos diversos bra\u00e7os que Rama abriu no Brasil.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">O que pouca gente sabe \u00e9 que logo depois de iniciado em S\u00e3o Paulo o Plano Piloto come\u00e7ou a ficar conhecido na Am\u00e9rica Latina. N\u00e3o passou muito tempo entre os primeiros rumores do tipo \u201couvi dizer que Charlie est\u00e1 fazendo alguma coisa diferente no Brasil\u201d e as propostas para se conhecer formalmente a nova metodologia.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">O primeiro convite veio do Uruguai. Sixto Paz j\u00e1 havia dado in\u00edcio a Rama naquele pa\u00eds no final da d\u00e9cada de 1970, e ali havia muitos grupos em atividade. Mas algumas pessoas, insatisfeitas com o trabalho realizado, enviaram uma carta a Carlos Paz solicitando informa\u00e7\u00f5es sobre o Plano Piloto. Resumindo uma longa hist\u00f3ria em poucas linhas, no feriado da Semana Santa de 1987 Carlos Paz desembarcou em Montevid\u00e9u e passou quatro dias em atividades intensivas com v\u00e1rios integrantes de Rama; na volta, ele trazia na bagagem a confirma\u00e7\u00e3o de que haveria pelo menos dois grupos que passariam a trabalhar com o Plano Piloto no Uruguai, os famosos Grupos Base 1 e 2. E o que veio depois foi um intenso interc\u00e2mbio entre Brasil e Uruguai, com amizades s\u00f3lidas e experi\u00eancias compartilhadas que v\u00eam superando o tempo&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Depois do Uruguai, o Plano Piloto chegou a El Salvador e Chile \u2013 sempre sendo considerado como uma esp\u00e9cie de \u2018ovelha negra\u2019 dentro do processo. Pouco depois, Diego Alberto Curio e Luiz Tadashi Akuta visitaram Assun\u00e7\u00e3o, no Paraguai, e compartilharam um pouco da nossa experi\u00eancia com gente de Rama daquele pa\u00eds. Ali\u00e1s, era comum integrantes de Rama na Am\u00e9rica do Sul se encontrarem e fazerem a distin\u00e7\u00e3o entre \u201cRama Peru e Rama Plano Piloto\u201d. Isso at\u00e9 o II Encontro Mundial de Rama, realizado em agosto de 1990, em Cusco, Peru, quando os irm\u00e3os Paz Wells anunciaram, publicamente, que as diferen\u00e7as entre os dois eram apenas de abordagem, e n\u00e3o de fundo ideol\u00f3gico. Mas essa \u00e9 outra hist\u00f3ria&#8230;<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-2086\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"6\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-2086\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Plano Piloto chega ao Chile - agosto de 1990<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-2086\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"6\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-2086\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Rama chegou oficialmente ao Chile em 1978, com a forma\u00e7\u00e3o de um grupo de coordenadores\/instrutores em Santiago. Em poucos anos, quase todas as regi\u00f5es (equivalentes aos nossos Estados) do pa\u00eds tinham ao menos um grupo em atividade. Sempre bom lembrar: seguia-se a orienta\u00e7\u00e3o vinda do Peru, primeiramente com o grupo nacional de coordenadores e, em seguida, diretamente de Sixto Paz na condi\u00e7\u00e3o de coordenador mundial de Rama.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">No in\u00edcio de 1990 chegou a Carlos Paz uma carta proveniente do casal Lily e Juan Carlos, que pertenciam a um grupo Rama de Santiago, mas que estavam interessados em saber mais sobre o \u201cPlano Piloto\u201d. A resposta n\u00e3o demorou: Carlos Paz estaria l\u00e1 na segunda semana de agosto daquele ano, logo depois do II Encontro Mundial de Rama que seria realizado no Vale do Urubamba, Peru, entre os dias 2 e 5 de agosto (essa hist\u00f3ria ainda ser\u00e1 contada). Que fique o registro: Carlos Paz deu prioridade \u00e0 expans\u00e3o do projeto do Plano Piloto a outros pa\u00edses em detrimento ao convite para participar da delega\u00e7\u00e3o internacional que empreendeu a II Viagem ao Paititi (outra hist\u00f3ria ainda a ser relatada).<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Sendo recebido no aeroporto por uma delega\u00e7\u00e3o liderada pelos anfitri\u00f5es Juan Carlos e Lily, no in\u00edcio da tarde, Carlos Paz foi levado a um audit\u00f3rio onde realizou uma palestra de quatro horas que deu in\u00edcio \u00e0 abertura oficial do primeiro grupo Rama Plano Piloto do Chile, em 10 de agosto de 1990. \u00c0 noite, mal dormiu porque a passou rodeado de pessoas que o metralharam de perguntas madrugada adentro, e que o acompanharam ao aeroporto no dia seguinte para o seu voo \u00e0 Ilha de Pascoa.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Esse foi o in\u00edcio de um relacionamento que perdura desde ent\u00e3o, per\u00edodo em que alguns poucos chilenos vieram ao Brasil para interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias, e v\u00e1rios brasileiros estiveram em Santiago e outras regi\u00f5es chilenas, estreitando la\u00e7os e compartilhando a viv\u00eancia em Rama.<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-2087\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"7\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-2087\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Mensagem de Luiz Tadashi Akuta - 40 anos de Rama - 2016<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-2087\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"7\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-2087\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">\u201cCaros, al\u00e9m da hist\u00f3ria n\u00e3o contada de Para\u00fana, deixe falar destes 40 anos&#8230;.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">40 anos e a mensagem do grupo continua viva: esperan\u00e7a! Nos dias de hoje, apesar da comunica\u00e7\u00e3o farta e nossas comunica\u00e7\u00f5es serem via messenger, whatsappp&#8230; , ainda existe a magia do descobrir o mist\u00e9rio da comunica\u00e7\u00e3o entre humanos e extras. Como dizem, a esperan\u00e7a nunca morre e a ideia de RAMA ainda cativa muitos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Todos agora s\u00e3o agentes de transforma\u00e7\u00e3o, pois em nossa juventude trocamos experi\u00eancia, brigamos, choramos e, principalmente, trilhamos caminhos de transcend\u00eancia juntos, que fariam muitos \u2018Paulo Coelhos&#8217; ficarem vidrados com nossas hist\u00f3rias. Compartilhamos muito mais que a exist\u00eancia de muitas pessoas em experi\u00eancia de vida! Parab\u00e9ns a voc\u00eas!\u201d<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-2088\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"8\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-2088\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Depoimento de Diego Alberto Curio - Pr\u00e1tica de Campo na Serra da Bocaina<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-2088\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"8\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-2088\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Foi em 1998, no carnaval, nos dias 21 e 22 de fevereiro, que eu, Diego Alberto Curio e Newton C\u00e9sar de Oliveira Santos nos lan\u00e7amos para mais um encontro com nossos amigos e irm\u00e3os da Confedera\u00e7\u00e3o dos Mundos. O local foi determinado por mim para confirmar um trabalho sobre os conceitos da Estrela da Confedera\u00e7\u00e3o \u2013 trabalho que eu vinha realizando por \u2018comunica\u00e7\u00e3o telep\u00e1tica\u2019 nos \u00faltimos meses do final do ano de 1997 (primavera e come\u00e7o do ver\u00e3o) com meus amigos Godar, Antar e Astar.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Escolhi a Serra da Bocaina, no Estado de S\u00e3o Paulo, entre S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, para n\u00e3o associar este encontro com uma pr\u00e1tica de campo do Projeto Amar (antiga Miss\u00e3o Rama), nas montanhas de Itatiaia, na serra da Mantiqueira, onde sempre nos encontr\u00e1vamos, pois j\u00e1 havia me afastado dos grupos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">\u2018Vida nova, local novo\u2019, pensei, \u2018trabalho novo, mas os mesmos amigos de confian\u00e7a\u2019. Entramos por S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro, uma pequena cidade apaixonante, onde se encontra uma das entradas que d\u00e1 acesso \u00e0 Serra Bocaina por aquela regi\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Havia me programado, elaborado o caminho a ser feito e o local onde nos encontrar\u00edamos, e encaminhei a informa\u00e7\u00e3o via \u2018comunica\u00e7\u00e3o telep\u00e1tica\u2019 do encontro para os tr\u00eas amigos acima citados \u2013 eu estaria l\u00e1 e precisaria de um apoio e confirma\u00e7\u00e3o f\u00edsica, naquela data, para selarmos o trabalho realizado e conversarmos de outros assuntos e projetos a serem elaborados. Deixei claro que era importante para mim, e pedi para que eles ficassem de aparecer, que n\u00e3o dessem \u201cno show\u201d, sen\u00e3o eu entenderia que aquele trabalho n\u00e3o teria tanta import\u00e2ncia como eles vinham conversando nas \u2018comunica\u00e7\u00f5es telep\u00e1ticas\u2019.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Sabe quando voc\u00ea tem certeza do encontro!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Achamos um s\u00edtio pr\u00f3ximo do local marcado no mapa, pedimos para o casal de idosos se poder\u00edamos acampar no pasto, ali pr\u00f3ximo \u00e0 casinha deles, e que pagar\u00edamos a estadia, claro. Com muito carinho eles permitiram que acamp\u00e1ssemos e que pud\u00e9ssemos usar o banheiro da casa, se quis\u00e9ssemos. Comecei a montar minha barraca e, quando pronta, fui fechar o z\u00edper e eis que o z\u00edper quebrou, n\u00e3o tinha jeito de fechar. Pus uns peda\u00e7os de pau e galhos para tentar deixar a barraca fechada, mas confesso que n\u00e3o ficou t\u00e3o assim&#8230; n\u00e3o fechou! Mas, tudo bem&#8230; se n\u00e3o fosse a baita chuva que come\u00e7ou a cair no come\u00e7o da noite e alagou toda barraca. Desabou o maior aguaceiro \u2013 de onde vinha tanta \u00e1gua???<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">A solu\u00e7\u00e3o era dormir no carro. A senhora do s\u00edtio nos acolheu, pois chovia \u201cpacas\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Sim, passava em nossas mentes, e agora?? O New olhou para mim, os dois com o mesmo pensamento&#8230; Vai ter de ser embaixo de chuva mesmo??!!!<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Peguei uma \u2018comunica\u00e7\u00e3o\u2019 por volta das 19 horas e me informaram que \u00e0s 11 horas da noite a chuva ia parar e que far\u00edamos o campo. Pronto, confirmaram o campo e sem \u201cchuvaaaa\u201d. Falei pro Newton o que me haviam informado, mas o New me olhava de um jeito meio descrente, e eu lembro que disse pra ele: \u201crelaxa meooo\u201d. Abri uma geladeira que tinha l\u00e1, j\u00e1 que os donos da casa nos deram permiss\u00e3o de beber refrigerante, e perguntei pro New se ele queria um guaran\u00e1.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Ele disse n\u00e3o, meio incomodado com a chuva. Falei: \u201cconfia que o campo vai rolar\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Meooo&#8230; \u00e0s 11 horas da noite fecharam a torneira, parou de chover, abriu um c\u00e9u estrelado, limpo, sem nenhuma nuvem, aquele c\u00e9u bem convidativo.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Well, era o come\u00e7o do trabalho: fomos noite adentro pelas montanhas at\u00e9 um local onde, atrav\u00e9s de \u2018comunica\u00e7\u00e3o\u2019 e intui\u00e7\u00e3o, nos levaram ao ponto X. Olhei para uma dire\u00e7\u00e3o e veio-me por intui\u00e7\u00e3o\/\u2018comunica\u00e7\u00e3o\u2019 que o avistamento seria naquela dire\u00e7\u00e3o de duas naves. Duas&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Falei pro New, ele olhou pra mim e numa fala meio que questionando, disse: \u201cduas??!!!\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Nisso, surge no horizonte uma delas, mais do que depressa o New falou: \u201cn\u00e3o eram duas???\u201d (risos)&#8230; Falei: \u201caguarde\u201d. A\u00ed apareceu a segunda, vindo atr\u00e1s da outra. Analisamos se n\u00e3o poderia ser avi\u00e3o. Comentei com o New que pelas leis a\u00e9reas as aeronaves n\u00e3o podiam voar t\u00e3o pr\u00f3ximas uma da outra. Ele disse: \u201ce helic\u00f3ptero???\u201d \u201cCara&#8230; helic\u00f3ptero em forma\u00e7\u00e3o, nessa hora??\u201d Falei para ele que s\u00f3 estava come\u00e7ando e que f\u00f4ssemos para cima de uma pedra pr\u00f3xima de l\u00e1.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Alguns minutos e l\u00e1 vieram elas, em nossa dire\u00e7\u00e3o, duas luzes enormes sobrevoaram bem baixo sobre n\u00f3s, uma atr\u00e1s da outra, bem devagar, baixa velocidade, sil\u00eancio total, apenas n\u00f3s, as naves, naquela noite com aquele C\u00c9U estrelado, juntos, nas montanhas da Serra da Bocaina. N\u00e3o resisti, virei pro New e, meio ir\u00f4nico (risos), perguntei: \u201cE agora, acha mesmo que s\u00e3o helic\u00f3pteros?\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Depois, em \u2018comunica\u00e7\u00e3o\u2019, pediram para nos separarmos \u2013 foi um para cada lado, e mais tarde nos juntamos e fomos, conforme nos pediram, para outro lado da montanha.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Quando eu estava sozinho, meditando, observei algo no capim meio alto, uns 30 cent\u00edmetros de altura \u2013 parecia que algu\u00e9m estava andando por l\u00e1, n\u00e3o na minha dire\u00e7\u00e3o; mas os passos eram grandes, pois afundava o capim com uma certa dist\u00e2ncia, mais que o normal de um passo. At\u00e9 para um Guia estava estranho, pois eram r\u00e1pidos. Bom, mirei a lanterna naquela dire\u00e7\u00e3o e liguei a luz para ver melhor o que era. De repente, aquilo parou de andar pelo seu caminho e come\u00e7ou a vir na minha dire\u00e7\u00e3o, n\u00e3o consegui ver quem ou o que estava vindo na minha dire\u00e7\u00e3o. Pensei&#8230; \u201cporque fui ligar a lanterna???\u201d Ent\u00e3o, quando se aproximou bem perto de mim pude ver: um cachorro enorme da ra\u00e7a rottweiler. Para minha sorte, o amigo era bem d\u00f3cil e logo fizemos amizade \u2013 mas o cara n\u00e3o desgrudou. Deixamos ele por l\u00e1 mesmo, pegamos o carro e nos deslocamos para o outro lado da montanha. Depois, antes de voltarmos, l\u00e1 do outro lado da montanha, quem aparece? O rottweiler! Est\u00e1vamos a uns quil\u00f4metros de onde hav\u00edamos deixado aquela \u201cpe\u00e7a\u201d, mas n\u00e3o \u00e9 que o cara nos achou? Bom, pusemos ele dentro do carro, demos \u00e1gua, alguns biscoitos cream cracker pro amigo (pr\u00e1tica de campo sem cream cracker n\u00e3o \u00e9 pr\u00e1tica de campo!). Deixamos ele pr\u00f3ximo de onde o encontramos na primeira vez, pois ach\u00e1vamos que ele devia morar por l\u00e1, j\u00e1 que estava bem tratado, e fomos dormir.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Assim foi a noite, cheia de surpresas agrad\u00e1veis e muita informa\u00e7\u00e3o. Os Guias nos haviam \u2018dito\u2019 que encontrar\u00edamos um amigo. Pensei que fosse o rottweiler que encontramos na montanha, solit\u00e1rio. Mas, na manh\u00e3 seguinte, resolvemos voltar para S\u00e3o Paulo, pois notei que o meu tanque de gasolina tinha furado e um dos pneus, tamb\u00e9m. Depois de trocarmos o pneu com um pouco de dificuldade, notei que estava sem o macaco, acho que n\u00e3o colocaram de volta quando mandei lavar o carro antes da viagem.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">De volta para cidade de S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro, encontramos o Jorge e a F\u00e1tima, um casal de amigos que faziam parte dos grupos de contato do Projeto Amar, aos quais havia dito que iria para campo e dei a localiza\u00e7\u00e3o, caso eles resolvessem ir. Mas, quando eles chegaram na cidade, resolveram pernoitar ali e subir a montanha no dia seguinte. Eles nos relataram que, naquela noite passada, a noite que eu e o New est\u00e1vamos em campo, l\u00e1 em cima nas montanhas, havia acontecido um blecaute na cidade toda, fato j\u00e1 relatado na Ufologia em v\u00e1rios acontecimentos de observa\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas de OVNIS. O Jorge disse que apagou at\u00e9 o carro do trio el\u00e9trico, que usa bateria e n\u00e3o a rede el\u00e9trica da cidade, fato interessante nessa ocorr\u00eancia. Eles nos disseram que pensaram em n\u00f3s e achavam que a causa disso tudo er\u00e1mos n\u00f3s com o contato acontecendo l\u00e1 em cima nas montanhas. N\u00e3o estavam errados.<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-2089\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"9\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-2089\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Depoimento de Diego Alberto Curio - Pr\u00e1tica de Campo em 1976, em Serra Negra (SP)<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-2089\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"9\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-2089\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Participantes: Fernando Eug\u00eanio, Fernando, Eliana, Stella, Pitoco, Rui, Charlie, Diego e outros que n\u00e3o lembro no momento.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">1\u00ba Dia<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Havia passado j\u00e1 uns nove meses de reuni\u00f5es semanais, onde discut\u00edamos e estud\u00e1vamos assuntos pertinentes ao tema e com algumas comunica\u00e7\u00f5es telep\u00e1ticas que nos conduziam \u00e0s experi\u00eancias f\u00edsicas, que aqueles objetos nos propiciavam, em algumas pr\u00e1ticas de campo. Algumas delas com avistamentos de OVNIs e sondas com tecnologia indiscutivelmente avan\u00e7adas, n\u00e3o somente para aquela \u00e9poca, como at\u00e9 os dias de hoje, face \u00e0s observa\u00e7\u00f5es que t\u00ednhamos durante estes experimentos, onde pod\u00edamos diferenciar nitidamente os tipos de deslocamentos em linhas poligonais que estes objetos voadores tra\u00e7avam na sua trajet\u00f3ria, e quando passavam sobre n\u00f3s, n\u00e3o faziam ru\u00eddos algum.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Projetavam algumas luzes e alguns s\u00edmbolos, algumas vezes at\u00e9 dentro das casas de alguns dos integrantes. As evid\u00eancias f\u00edsicas apresentadas, pertinentes a nossa realidade e dimens\u00e3o foram bem convincentes.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Fomos ent\u00e3o, para mais uma assim chamada \u201cpr\u00e1tica de campo\u201d com destino a Serra Negra, conforme havia vindo telepaticamente para muitos dos integrantes do grupo. A informa\u00e7\u00e3o mencionava tamb\u00e9m que o seu come\u00e7o seria \u00e0s 19 horas. Chegamos ao local X pouco antes do anoitecer, que se localizava no topo de uma das montanhas da regi\u00e3o, pr\u00f3ximo \u00e0 cidade e de umas antenas que ficavam no morro vizinho. \u00c0s 19 horas, pontualmente, um avistamento, uma de suas naves passou rasgando o c\u00e9u estrelado daquela noite. \u00c0 medida que nos aprofund\u00e1vamos noite adentro, apareceu outra nave e elas cada vez ficavam mais baixas. Comecei a ficar preocupado, pois vi que eles estavam tomando a s\u00e9rio esta rela\u00e7\u00e3o. Durante a pr\u00e1tica de campo, num determinado momento, para complicar, havia o autocontrole, um tipo de experimento que consistia em afastar-nos individualmente do grupo para um local relativamente distante uns cem a cento e cinquenta metros em m\u00e9dia de dist\u00e2ncia do local base onde permanecia o grupo. Esta era uma das metodologias que utiliz\u00e1vamos em campo para que tiv\u00e9ssemos uns momentos de introspec\u00e7\u00e3o e aproxima\u00e7\u00e3o com eles.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Voc\u00ea j\u00e1 pode imaginar?<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Segu\u00edamos fielmente a sequ\u00eancia dos nomes conforme uma lista de chamada, previamente determinada pelos extraterrestres, tamb\u00e9m captadas via comunica\u00e7\u00e3o telep\u00e1tica pelos integrantes do grupo no local. Ah, detalhe importante, a sequ\u00eancia dos nomes da lista, nas mensagens telep\u00e1ticas captadas coincidiam com as de muitos dos integrantes do grupo. Na minha vez de me distanciar do grupo, estava um pouco receoso, para n\u00e3o dizer apavorado, pois eu j\u00e1 estava achando um pouco exagerada por parte dos extraterrestres estes voos rasantes sobre a montanha que est\u00e1vamos. As naves faziam evolu\u00e7\u00f5es poligonais e assemelhavam-se com as do tipo que George Adamski, em 13 de dezembro de 1952, havia fotografado na Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos, como pude constatar no dia seguinte quando uma delas passou por n\u00f3s a uns 15 metros de altura. (Pode acreditar amigo, quem viu, jamais esquece).<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Perguntava-me, como era poss\u00edvel, atrav\u00e9s de uma comunica\u00e7\u00e3o telep\u00e1tica, que muitos avaliavam como sendo subjetiva, ter-nos levado a um encontro programado deste, e melhor, j\u00e1 n\u00e3o era o primeiro. Impressionante, mas estava acontecendo de novo, ali, naquele momento. No m\u00ednimo, \u00e9 algo para pensar e refletir a respeito.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Bem, l\u00e1 fui eu com o meu cora\u00e7\u00e3o na boca, ao menos minhas pernas ainda respondiam ao meu controle, minha preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m era para que elas n\u00e3o ficassem bambas, caso tivesse que colocar em a\u00e7\u00e3o meu plano de fuga \u201cle\u00e3o da montanha\u201d (lembram do desenho, sa\u00edda lateral pela direita, em acelerado). Gente, voc\u00eas n\u00e3o sabem como eu corro r\u00e1pido com medo.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Bem, como ia dizendo, estava com receio, sei l\u00e1 de que, mas sempre fui desconfiado, ainda mais quando existe a possibilidade da coisa sair do meu controle. Cheguei ao local X e direcionei meus pensamentos aos meus irm\u00e3os extraterrestres, a princ\u00edpio num mon\u00f3logo r\u00e1pido, expressei minha disponibilidade e vontade de ajudar em sua proposta de trabalho e relacionamento com eles, passando para outros os ideais, suas \u00f3ticas e formas de abordagem no que consistia em melhor entender o homem e conscientiz\u00e1-lo no que tange no desenvolvimento de sua evolu\u00e7\u00e3o. Virei-me, e comecei a voltar para o grupo em acelerado. Eis que encontro Charlie, ele perguntou-me como tinha ido? De imediato respondi: \u201cTranq\u00fcilo!\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Dali a pouco, volta o Charlie e pergunta o qu\u00ea havia acontecido l\u00e1 no autocontrole, pois eles (os extraterrestres), estavam me chamando novamente. Pensei&#8230; \u201cvoltar\u201d? Era s\u00f3 o que me faltava, nesta altura do campeonato! Ser\u00e1 que os ofendi de alguma maneira? Agora sim que eles me pegam. E se eu tiver que colocar em a\u00e7\u00e3o meu plano de fuga le\u00e3o da montanha, minhas pernas se movimentar\u00e3o diretamente proporcional quanto ao meu medo? E a vergonha depois com os meus amigos de grupo, ouvir todas aquelas goza\u00e7\u00f5es que hav\u00edamos conversado durante a viagem para Serra Negra, sobre fugir da raia?<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Bom, como diz o ditado: quem est\u00e1 na chuva, tem que se molhar. Retornei ao local X, e com minha mente mais concentrada nas minhas inten\u00e7\u00f5es, n\u00e3o deixando meu emocional interferir desta vez, deixei minha mente a princ\u00edpio em branco, pois fui l\u00e1 para escutar, uma vez que eles que haviam me chamado de volta. Ent\u00e3o veio-me na mente de forma telep\u00e1tica uma frase: \u201cExatamente, o que voc\u00ea quer de n\u00f3s?\u201d Disse-lhes mentalmente, j\u00e1 que era esta a maneira com que consegu\u00edamos nos comunicar, que \u201cse voc\u00eas querem realmente que eu seja seu porta voz neste planeta, sobre sua proposta, gostaria que minha comunica\u00e7\u00e3o telep\u00e1tica com voc\u00eas fosse 100%, pois assim me sentiria mais seguro em falar algo sobre este assunto\u201d. Naquele mesmo momento, surgiu do ch\u00e3o duas luzes de forma cil\u00edndrica, uma do lado direito e outra do lado esquerdo, e foram tomando altura em forma de coluna, com aproximadamente com uns 20 cm de di\u00e2metro e se curvaram um pouco acima de minha cabe\u00e7a at\u00e9 se encontrarem e unirem-se formando uma esp\u00e9cie de porta. Fiquei pasmo olhando aquilo, nunca tinha visto nada igual. De repente, sua claridade come\u00e7ou a ficar mais intensa e concomitantemente um zumbido cada vez mais alto, como uma turbina acelerando, n\u00e3o sabia o que fazer, fixei meu olhar na paisagem ao fundo e esta logo foi saindo de foco, como se estivesse apagando-se e come\u00e7ou a aparecer uma silhueta humana na minha frente, como se estivesse materializando-se, tornei a fixar meu olhar naquela silhueta e cada vez mais ela foi tomando forma humana, mas n\u00e3o muito n\u00edtida, comecei a ficar com tontura, pois o tal do zumbido estava cada vez mais alto, fixei melhor meus p\u00e9s no ch\u00e3o, j\u00e1 que minhas pernas n\u00e3o me levaram fora dali, conforme meu plano le\u00e3o da montanha. Num determinado momento, pedi para que parasse, pois achava que ia desmaiar, n\u00e3o de medo, mas sentia-me tonto, estranho. Notei que a luz da mesma maneira que se materializou, sumiu, rompeu-se em cima de mim e veio descendo novamente em sentido ao solo, uma do lado direito e outra do lado esquerdo, enquanto observava isto, por um segundo esqueci-me da tal silhueta a minha frente e quando retornei minha vista em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 frente, notei que n\u00e3o estava mais, olhei uns 45 graus \u00e0 minha direita e vi dois deles em sentido ao mato, notei que eram f\u00edsicos pois as plantas mexiam-se quando eles passavam por elas. Na hora s\u00f3 pensei em ir na dire\u00e7\u00e3o contraria a deles, acho que para mim tinha sido demais (e voc\u00ea, o qu\u00ea faria?, agora \u00e9 f\u00e1cil falar, queria ver na hora).<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Naquela noite, notei que o cerne de seu contato conosco seria sobre o pr\u00f3prio HOMEM. Queriam orientar-nos melhor no entendimento de quem somos, do \u00e2mago da nossa ess\u00eancia, e o potencial que t\u00ednhamos e de que forma poder\u00edamos utilizar. De que maneira estas \u201cferramentas\u201d poderiam ser capazes de ajudar-nos a entender melhor o nosso meio e como interagir corretamente, ou seja, em correspond\u00eancia e harmonia ao nosso universo.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">No meu caso fui submetido a diversas experi\u00eancias geradas atrav\u00e9s de suas m\u00e1quinas onde houve uma melhor interatividade entre eles e eu. Pude entender melhor o que pensam e como pensam, seus objetivos eram nobres e instrutivos, com interesses para ambas as partes.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">2\u00ba Dia<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">No dia seguinte, ainda impressionado com o que me acontecera na noite anterior, n\u00e3o havia refletido muito o qu\u00e3o fant\u00e1stico foi. Imaginava o que ocorreria na noite seguinte. Trocava ideias com Rui, um outro amigo que participava das reuni\u00f5es e fazia parte da \u201cTchurminha\u201d. Ele na noite anterior tinha visto um dos extraterrestres tamb\u00e9m apenas passando por perto de onde est\u00e1vamos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Separamos o grupo em dois, um manteve-se no primeiro local e o segundo, ao qual estava inclu\u00eddo, foi para uma montanha ao lado. No topo da montanha, onde tinha umas antenas de transmiss\u00e3o, estava com algumas nuvens baixas.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">O autocontrole era bem afastado, e poucos minutos antes de ser minha vez, sobrevoa uma nave (aquela de Adamski) sobre mim e o Pitoco. Ela veio por tr\u00e1s de mim, Pitoco logo que viu, falou-me: \u201cO que \u00e9 aquilo?\u201d. Apontando para algo atr\u00e1s de mim. Voltei-me de imediato e foi quando a vi. A nave, super baixa, na altura de um poste de luz, uns 15 metros aproximadamente. Era cinza escuro e em baixo havia um c\u00edrculo de cor \u00e2mbar com tr\u00eas bolas mais claras.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Perguntei ao Pitoco: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 vendo, o que eu estou vendo?\u201d. Passou sobre n\u00f3s silenciosamente, foi muito louco! Eles realmente estavam a\u00ed. Neste momento, chega a Stella, vira pra mim e diz: \u201cOlha Diego, \u00e9 longe pra caramba, se tiver que fugir, n\u00e3o d\u00e1\u201d. Era tudo o que eu queria escutar, pensei. Bom, se ela foi, e voltou, ent\u00e3o&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">L\u00e1 fui eu, desci bastante pela trilha que iria em dire\u00e7\u00e3o ao local do autocontrole, n\u00e3o havia uma marca especificando onde dever\u00edamos ficar, \u00edamos at\u00e9 onde sent\u00edssemos que dever\u00edamos ir. A\u00ed o Godar, nome do extraterrestre que se comunicava comigo, pediu para descer mais, desci mais uns cinquenta metros e perguntei com o cora\u00e7\u00e3o na boca qual ia ser a experi\u00eancia agora. Ele me prop\u00f4s aparecer fisicamente.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Putz, o local era t\u00e3o t\u00e9trico, uma trilha estreita, local \u00famido, escorregadio, eu l\u00e1, sozinho, n\u00e3o deu n\u00e3o&#8230;. Pedi que n\u00e3o aparecesse pois estava muito nervoso. Poder\u00edamos continuar outra hora e por agora gostaria de apenas testar minha comunica\u00e7\u00e3o. Pedi prova de que realmente estavam falando comigo. Neste momento, apareceu entre as \u00e1rvores, numa das brechas do mato em que se via o c\u00e9u, uma nave, parou por uns instantes e foi-se. Eu tamb\u00e9m, mais do que depressa.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Voltamos para S\u00e3o Paulo no dia seguinte, arrebentados, t\u00ednhamos dormido no carro e as informa\u00e7\u00f5es sobre as experi\u00eancias tra\u00e7amos quando o grupo reuniu-se outro dia.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Na semana seguinte, em S\u00e3o Paulo, no dia da reuni\u00e3o, foi b\u00e1rbaro escutar as coisas que haviam acontecido com os outros, isso deu-me mais coragem para prosseguir !!!<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-20810\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"10\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-20810\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Convite para evento de 19 de mar\u00e7o de 2021<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-20810\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"10\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-20810\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">S\u00e3o Paulo, 19 de janeiro de 2021<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Colegas de Jornada,<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Que essa mensagem encontre a todos bem, saud\u00e1veis e se cuidando.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Esse \u00e9 um convite para quem participou ou ainda participa do Grupo Rama, da Miss\u00e3o Rama do Brasil \u2013 por um Mundo Melhor, do Projeto Amar \u2013 por uma Vida Melhor, do Projeto Sunesis, da Miss\u00e3o Rama e da Rede Rama \u2013 aqui denominados, em conjunto, Rama Brasil.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">No dia 19 de mar\u00e7o de 2021 ser\u00e1 celebrado o 45\u00ba anivers\u00e1rio da forma\u00e7\u00e3o do primeiro grupo de Rama Brasil, na cidade de S\u00e3o Paulo [detalhes dessa primeira reuni\u00e3o est\u00e3o nos livros \u201cOs Semeadores de Vida\u201d, de C.R.P. Wells (p\u00e1g. 396), e \u201cIntegra\u00e7\u00e3o C\u00f3smica \u2013 um compromisso com a vida\u201d, de Diego Alberto Curio, (p\u00e1gs. 13 e 14)].<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Aproveitando a efem\u00e9ride, surgiu a ideia de reunir depoimentos do maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas que ajudaram a compor essa hist\u00f3ria, com o intuito de compartilhar viv\u00eancias e deixar um legado para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Esse Processo Rama teve datas de in\u00edcio (aqui e nos demais pa\u00edses), mas n\u00e3o tem previs\u00e3o de encerramento. Assim, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 construir uma ponte entre o passado e o presente, para o benef\u00edcio de todos n\u00f3s que ainda estamos por aqui; e tamb\u00e9m deixar pronta outra ponte entre o presente e o futuro, para o proveito daqueles que vir\u00e3o depois de n\u00f3s.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vale ressaltar que as institui\u00e7\u00f5es atualmente em atividade j\u00e1 fazem um trabalho excepcional de divulga\u00e7\u00e3o, seja em suas p\u00e1ginas na internet (<\/span><a style=\"color: #ffffff;\" href=\"http:\/\/www.sunesisbrasil.com.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.sunesisbrasil.com.br\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">; <\/span><a style=\"color: #ffffff;\" href=\"http:\/\/www.missaorama.com.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.missaorama.com.br\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">; <\/span><a style=\"color: #ffffff;\" href=\"https:\/\/rederama.com.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/rederama.com.br\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">), seja em m\u00eddias sociais. Esse material, dispon\u00edvel a todos, \u00e9 inestim\u00e1vel e vem cumprindo uma fun\u00e7\u00e3o muito importante, especialmente no que se refere \u00e0s informa\u00e7\u00f5es institucionais.<\/span><\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Mas essa proposta tem outra abordagem. A ideia \u00e9 criar uma plataforma que esteja desvinculada das entidades, estruturas e grupos \u2013 com foco nas pessoas. O objetivo n\u00e3o \u00e9 rivalizar ou disputar espa\u00e7o, evidentemente, mas sim complementar o que j\u00e1 existe, dando luz e voz a personagens desse processo. Cada pessoa \u00e9 uma pedra igualmente importante do Mosaico Rama, tenha ela chegado h\u00e1 45 minutos ou esteja na ativa h\u00e1 45 anos. Para quem quiser registrar e partilhar suas hist\u00f3rias, esse seria um espa\u00e7o para isso. Refor\u00e7ando: trata-se de uma celebra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Os depoimentos poder\u00e3o versar sobre viv\u00eancias, reflex\u00f5es, experi\u00eancias, aprendizados, circunst\u00e2ncias, pessoas relevantes e conclus\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que sejam apenas de cunho pessoal e nem que sejam somente de aspectos positivos. A rigor, n\u00e3o haveria limite de espa\u00e7o e de tempo, uma vez que o universo digital \u00e9 imenso; partindo-se do bom senso, que seja compartilhado aquilo que possa ser \u00fatil aos demais. Mais uma vez: \u00e9 uma comemora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Os formatos dos depoimentos podem variar entre textos escritos, \u00e1udios ou v\u00eddeos. Todo esse material dever\u00e1 ser reunido de alguma forma em algum lugar \u2013 que hoje ainda n\u00e3o est\u00e3o definidos, mas que seguramente estar\u00e3o dispon\u00edveis a todos em 21 de mar\u00e7o de 2021.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Se essa mensagem chegou a voc\u00ea por engano, ou n\u00e3o for de seu interesse, descarte-a e aceite meu pedido de desculpas pelo inc\u00f4modo. Se voc\u00ea conhece algu\u00e9m a quem esse comunicado possa interessar, encaminhe-o, por favor. Se quiser fazer v\u00e1rios depoimentos, fique \u00e0 vontade \u2013 participe da maneira mais conveniente para voc\u00ea, sempre levando os demais em considera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Os depoimentos, assim como d\u00favidas e sugest\u00f5es, poder\u00e3o ser enviados ao email: ramabrasil45anos@gmail.com.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Agrade\u00e7o pela gentileza da aten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Nos falamos&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Newton C\u00e9sar de Oliveira Santos<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-20811\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"11\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-20811\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Brasil no II Encontro Mundial de Rama \/ agosto de 1990<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-20811\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"11\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-20811\"><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">O I Encontro Mundial de Rama aconteceu entre os dias 5 e 7 de agosto de 1988, no deserto de Chilca, a cerca de 60 km da capital do Peru, Lima. Foi uma iniciativa da coordena\u00e7\u00e3o de Rama Peru, sediada em Lima, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de centenas de pessoas de mais de dez pa\u00edses sul-americanos e da Am\u00e9rica Central. A pauta do encontro foi \u201ccriar as condi\u00e7\u00f5es para a integra\u00e7\u00e3o de todos aqueles identificados com o programa de contato e com os altos valores propagados por Rama\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Sabia-se que havia grupos de trabalho no Brasil. No entanto, na \u00e9poca ainda havia um certo mal-estar geral em rela\u00e7\u00e3o a Carlos Paz, que havia deixado o Peru 12 anos antes; al\u00e9m disso, tamb\u00e9m havia muita desinforma\u00e7\u00e3o, falta de conhecimento e pouco interesse em colocar o Brasil no \u2018mapa de Rama\u2019. Assim, n\u00e3o houve representantes brasileiros no evento. Os detalhes desse encontro est\u00e3o detalhados no livro \u201cContacto Interdimensional\u201d, de Sixto Paz.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Mas a situa\u00e7\u00e3o foi diferente dois anos depois. Para o II Encontro Mundial, realizado no Vale do Urubamba, perto de Cuzco, entre os dias 2 e 5 de agosto, Rama Brasil esteve presente com uma delega\u00e7\u00e3o de nove pessoas: Carlos Paz, Julio Crivelente (na \u00e9poca, instrutor), Christine (Grupo 6 \u2013 Cotia\/SP; M\u00f4nica, do mesmo grupo, teve de retornar antes) e mais seis integrantes do Grupo 4 (Marcela, Nilson, Dgd, Priscila, Flavio e Newton C\u00e9sar). No total, havia mais de 500 pessoas acampadas em uma ampla \u00e1rea de fazenda, que fizeram v\u00e1rias atividades e acompanharam diversas palestras, inclusive de representantes do Plano Piloto (abordagem Rama adotada e \u2018exportada\u2019 pelo Brasil) no Uruguai (Jorge Troccoli) e El Salvador (Julio Bracamonte). Detalhes desse encontro encontram-se nos livros \u201cSemeadores de Vida\u201d (Carlos Paz Wells) e \u201cEl Umbral Secreto\u201d, de Sixto Paz.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">O que pouca gente sabe \u00e9 que, ao final do encontro, estava prevista a partida da delega\u00e7\u00e3o que iria empreender a 2\u00aa Viagem ao Paititi. A primeira excurs\u00e3o, realizada no ano anterior, havia contado apenas com representantes de Rama Peru. Mas a segunda jornada seria uma incurs\u00e3o internacional, para a qual Carlos Paz havia sido formalmente convidado \u2013 por \u2018comunica\u00e7\u00e3o\u2019 e por telefone.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">Durante a sua apresenta\u00e7\u00e3o na manh\u00e3 do primeiro dia do encontro, Carlos Paz comunicou a todos que n\u00e3o iria participar da viagem ao Paititi, uma vez que tinha decidido dar prioridade \u00e0 abertura de grupos no Chile. Em meio a um ambiente de mal-estar geral, uma das pessoas da coordena\u00e7\u00e3o do evento pediu a palavra e disse que, de acordo com uma das \u2018comunica\u00e7\u00f5es\u2019 pr\u00e9vias ao encontro, havia sido \u2018informado\u2019 que haveria uma desist\u00eancia entre os convidados ao Paititi. Aproveitando a oportunidade, Carlos Paz anunciou: \u201cestou aqui para confirmar essa \u2018comunica\u00e7\u00e3o\u2019 recebida\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400; color: #ffffff;\">E assim foi: Carlos Paz foi ao Chile, a excurs\u00e3o ao Paititi aconteceu (detalhada no mencionado livro \u201cEl Umbral Secreto\u201d), e as complica\u00e7\u00f5es ali ocorridas, aliadas aos problemas estruturais que ficaram evidentes durante o encontro mundial levaram Sixto Paz a encerrar, formalmente, a Miss\u00e3o Rama no final de agosto de 1990, durante um congresso de ufologia na cidade de El Vendrell, na Espanha. Mas essa \u00e9 outra hist\u00f3ria&#8230;<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-20812\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"12\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-20812\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Cr\u00f4nicas de Rama - Renato De Giovanni 2021<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-20812\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"12\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-20812\"><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-458\" src=\"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Imagem_Texto-150x150.png\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"70\" srcset=\"https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Imagem_Texto-300x209.png 300w, https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Imagem_Texto-768x534.png 768w, https:\/\/ramabrasil45anos.ong.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Imagem_Texto.png 853w\" sizes=\"(max-width: 100px) 100vw, 100px\" \/><span style=\"color: #ffffff;\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Os textos a seguir s\u00e3o uma pequena contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o dos 45 anos de Rama Brasil. S\u00e3o relatos de minha primeira passagem pelo projeto entre os anos de 1994 e 1998, sem nenhuma pretens\u00e3o al\u00e9m de registrar acontecimentos que me marcaram e compartilhar pontos de vista sobre aquela \u00e9poca. Mesmo depois de tantos anos, procurei ser o mais fiel poss\u00edvel com base em mem\u00f3rias e anota\u00e7\u00f5es que guardo at\u00e9 hoje, tomando tamb\u00e9m a liberdade de incluir algumas informa\u00e7\u00f5es que, apesar de redundantes para quem est\u00e1 familiarizado com Rama, s\u00e3o necess\u00e1rias para quem nunca ouviu falar do assunto.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Aproveito para agradecer cordialmente a todos que de uma maneira ou de outra participaram comigo desse per\u00edodo t\u00e3o especial em minha vida, e convido outras pessoas que passaram por Rama a tamb\u00e9m compartilhar suas experi\u00eancias. Se mais pessoas se animassem a escrever, quem sabe essas poucas p\u00e1ginas se transformassem numa colet\u00e2nea mais abrangente de relatos que marcaram a passagem de cada um por Rama.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Boa leitura!<\/span><\/p><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">As duas faces de Rama<\/span><\/h1><p><span style=\"color: #ffffff;\">Em fins de 1993, deparei-me com uma curiosa nota na revista Veja S\u00e3o Paulo sobre o lan\u00e7amento do livro \u201cOs Semeadores de Vida\u201d, de Carlos Paz Wells. Era meu \u00faltimo ano na faculdade, e eu passava por uma fase de descobertas no campo espiritual, querendo justamente desvendar mist\u00e9rios do mundo. Fiquei entusiasmado com a not\u00edcia, e apesar de n\u00e3o ter ido ao lan\u00e7amento, logo comprei e devorei o livro. Naquele momento, ler sobre o tema contato extraterrestre sendo abordado como algo que estaria ao alcance de qualquer pessoa foi absolutamente fascinante e irresist\u00edvel.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O livro conta a hist\u00f3ria de um grupo de adolescentes no Peru que durante a d\u00e9cada de 70 teria conseguido fazer contato com civiliza\u00e7\u00f5es extraterrestres mais avan\u00e7adas. Uma das consequ\u00eancias disso acabou sendo a estrutura\u00e7\u00e3o da chamada Miss\u00e3o Rama, que se espalhou por v\u00e1rios pa\u00edses, incluindo o Brasil. O livro narra uma s\u00e9rie se experi\u00eancias absolutamente espetaculares, sendo este o lado indiscutivelmente mais vis\u00edvel e chamativo de Rama: avistamentos de discos voadores, portais, contato com outras civiliza\u00e7\u00f5es, telepatia, cidades subterr\u00e2neas&#8230; Um leque de possibilidades extraordin\u00e1rias que tende a despertar curiosidade e desejo de aventura \u2013 a n\u00e3o ser que haja muita desconfian\u00e7a, medo ou ceticismo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Pouco tempo depois de ler o livro, j\u00e1 estava inserido num dos novos grupos de Rama na zona oeste de S\u00e3o Paulo percorrendo o guia de pr\u00e1ticas \u2013 material que norteava os trabalhos. Rama funcionava \u00e0 base de grupos com 5 a 20 pessoas que reuniam-se semanalmente, sob orienta\u00e7\u00e3o de integrantes mais experientes, chamados instrutores. Durante minha passagem pelo projeto (cerca de 4 anos), tive poucas experi\u00eancias ins\u00f3litas, e todas extremamente pessoais. Nada parecido com qualquer fen\u00f4meno do repert\u00f3rio cl\u00e1ssico de Rama: nenhum avistamento, nenhuma sonda, nenhuma chispa no c\u00e9u, nenhuma mensagem intelig\u00edvel. Outros integrantes que iniciaram na mesma \u00e9poca relataram algumas destas experi\u00eancias, mas tive a sensa\u00e7\u00e3o que a maior parte, assim como eu, saiu de olhos vazios, ao contr\u00e1rio das gera\u00e7\u00f5es anteriores.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mas, engana-se quem acha que isso tenha sido motivo de frustra\u00e7\u00e3o \u2013 pelo menos n\u00e3o da minha parte. Rama possui um outro lado a princ\u00edpio n\u00e3o t\u00e3o atraente para a maioria das pessoas. Um lado que, mesmo n\u00e3o sendo nada secreto, acaba muitas vezes ofuscado pela quest\u00e3o dos fen\u00f4menos. Al\u00e9m disso, por ser algo que mexe com o <em>status quo<\/em> do nosso car\u00e1ter e da nossa personalidade, \u00e9 comum que esse lado seja convenientemente ignorado ou relegado a segundo plano. O contato extraterrestre e os fen\u00f4menos que adv\u00eam disso, mesmo sendo parte importante da l\u00f3gica de Rama, ocorrem sempre por um motivo. Esse motivo pode at\u00e9 n\u00e3o ter sido o mesmo ao longo da hist\u00f3ria de Rama, e mesmo que nossa compreens\u00e3o n\u00e3o consiga alcan\u00e7ar tudo que estaria por tr\u00e1s dele, sabemos que em linhas gerais seu prop\u00f3sito \u00e9 o de validar e estimular o trabalho que vem sendo feito. Tudo isso objetivando o crescimento pessoal, a uni\u00e3o dos integrantes do grupo, de forma que possamos contribuir para um futuro melhor em nosso planeta.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ocorre que para isso \u00e9 preciso estar preparado para descobrir coisas nem sempre agrad\u00e1veis sobre n\u00f3s mesmos, lapidar rela\u00e7\u00f5es muitas vezes desgastantes, e principalmente estar disposto a mudar. Nesta perspectiva, contato extraterrestre e fen\u00f4menos associados deixam de ser o grande objetivo final e passam a ser ferramentas, etapas para a transforma\u00e7\u00e3o pessoal. Podemos talvez dizer que este outro lado que nada ou pouco tem a ver com fen\u00f4menos seria o lado mais inc\u00f4modo e sem gra\u00e7a de Rama. O lado que amea\u00e7a h\u00e1bitos, egos e paradigmas.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mesmo tamb\u00e9m tendo sido atra\u00eddo pela possibilidade de contato extraterrestre, desde o in\u00edcio esse outro lado da transforma\u00e7\u00e3o pessoal sempre esteve muito claro para mim, afinal, tanto \u201cOs Semeadores de Vida\u201d quanto toda literatura que existe sobre Rama n\u00e3o se limitam a relatar fen\u00f4menos \u2013 tudo isso vem junto com um conte\u00fado de profundidade \u00edmpar. Al\u00e9m disso, as demais atividades, os estudos e as viv\u00eancias em grupo sempre foram riqu\u00edssimos em Rama, n\u00e3o faltando recursos para estimular o autoconhecimento e o aprofundamento das rela\u00e7\u00f5es interpessoais: din\u00e2micas de grupo, estudos compartilhados, unifica\u00e7\u00e3o conceitual, sa\u00eddas a campo e, permeando tudo isso, o desafiador consenso. Em cada grupo de Rama, todas, absolutamente todas as decis\u00f5es, deveriam ser tomadas em consenso. Ou seja, era preciso saber ouvir, se expressar, ceder, compreender o ponto de vista de cada um. Uma abordagem que pode ser extremamente trabalhosa, cansativa, mas que garante que todos caminhem sempre juntos, sem que ningu\u00e9m fique para tr\u00e1s, esmagado pela decis\u00e3o de uma maioria.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O primeiro consenso em meu grupo foi particularmente marcante. O que deveria ser uma decis\u00e3o simples \u2013 a escolha de um nome para o grupo \u2013 arrastou-se por duas ou tr\u00eas reuni\u00f5es. Na primeira delas foram trazidas algumas op\u00e7\u00f5es de nomes, incluindo uma que cuidadosamente imaginei ao longo da semana anterior. No final da reuni\u00e3o todos gostaram mais do nome que sugeri, mas deixamos para bater o martelo na reuni\u00e3o seguinte. E eis que, chegado o momento, um dos integrantes levanta uma obje\u00e7\u00e3o: aquele nome n\u00e3o era auspicioso do ponto de vista numerol\u00f3gico! Ou seja, logo no primeiro consenso, por causa de apenas uma pessoa e por um motivo no m\u00ednimo question\u00e1vel, todos os outros se viram obrigados a encontrar um novo nome que pudesse tamb\u00e9m passar pelo crivo da numerologia \u2013 algo importante para aquela pessoa. Como se tudo isso n\u00e3o bastasse, nosso numer\u00f3logo acabou saindo de Rama bem pouco tempo depois, mas n\u00f3s prosseguimos com o novo nome escolhido \u2013 Shallom \u2013 que preenchia todos os requisitos, inclusive o numerol\u00f3gico, e carregava consigo toda a hist\u00f3ria do pol\u00eamico primeiro consenso.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A este seguiram-se in\u00fameros outros consensos e atividades, sempre buscando expandir nosso conhecimento e direcionar nossa aten\u00e7\u00e3o cada vez mais para o grupo. Rama foi uma verdadeira escola em muitos sentidos. Um per\u00edodo marcante em minha vida, propiciando enorme crescimento pessoal. Como se isso n\u00e3o bastasse, consegui meu primeiro emprego atrav\u00e9s de um dos integrantes do grupo. Ele foi meu primeiro chefe, e esse emprego praticamente direcionou toda minha carreira profissional. Apesar de n\u00e3o ter mais contato com a maioria das pessoas daquela \u00e9poca, tenho o privil\u00e9gio de at\u00e9 hoje desfrutar de preciosas amizades que se originaram em Rama.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Meu afastamento do projeto foi doloroso. O clima no grupo n\u00e3o estava bom, com parte dele muito frustrada com a aus\u00eancia de contato extraterrestre \u2013 aquele lado sedutor de Rama. Ficou inclusive a sensa\u00e7\u00e3o que, para essa parte descontente, as atividades ordin\u00e1rias do grupo e a rela\u00e7\u00e3o com os demais integrantes era um mal necess\u00e1rio para atingir o objetivo maior do contato extraterrestre. Ora, \u201cencontrem-se e nos encontrar\u00e3o\u201d, diz uma das mais antigas comunica\u00e7\u00f5es que teria sido recebida dos guias extraterrestres nos prim\u00f3rdios de Rama ainda no Peru. Acho que faltou esse primeiro encontro para que o segundo acontecesse. Mas n\u00e3o me afastei tanto pela situa\u00e7\u00e3o do grupo, e sim pelo projeto como um todo. O mesmo dilema vivido no grupo, pasmem, repetia-se em outros grupos e repercutia na dire\u00e7\u00e3o geral do projeto. Rama Brasil passava por um momento de ca\u00e7a \u00e0s bruxas, tentando identificar e eliminar os respons\u00e1veis pela aus\u00eancia de experi\u00eancias de contato. Novas regras foram criadas, assumindo-se que a fonte do problema seriam aqueles que n\u00e3o estariam se dedicando o suficiente, e portanto atrasando o progresso dos demais. Mais do que nunca, reinava o desencontro em todos os n\u00edveis. Aquilo tudo deixou de fazer sentido para mim e, n\u00e3o vendo como ajudar, optei pelo afastamento. Algum tempo depois disso houve uma grande di\u00e1spora em Rama Brasil no final dos anos 90. Felizmente, foram deixadas sementes que tempos depois germinaram, e at\u00e9 hoje seguem ativas outras vertentes do projeto.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Hoje, ao rever toda essa hist\u00f3ria, sei que passar por Rama sem presenciar nenhum avistamento n\u00e3o foi o fim do mundo. Longe disso! Desperd\u00edcio mesmo teria sido sair exatamente igual, sem aproveitar as oportunidades de crescimento e de constru\u00e7\u00e3o de novas amizades.<\/span><\/p><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Sincronicidades<\/span><\/h1><p><span style=\"color: #ffffff;\">Minha primeira sa\u00edda a campo em Rama se deu no ano de 1994, na zona rural de Ara\u00e7oiaba da Serra, pr\u00f3ximo \u00e0 Sorocaba. Fui junto com minha namorada, hoje esposa, que tamb\u00e9m fazia parte de Rama num grupo de Campinas. Juntamos as tralhas, colocamos tudo no carro e fomos para o que tamb\u00e9m viria a ser meu primeiro acampamento.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Naquela \u00e9poca, Rama Brasil havia acabado de dar um passo audacioso rumo \u00e0 expans\u00e3o de suas atividades. Ap\u00f3s o lan\u00e7amento do livro \u201cOs Semeadores de Vida\u201d, novos grupos foram abertos em v\u00e1rias cidades pelo pa\u00eds, totalizando centenas de novos participantes, incluindo eu. Aquela primeira sa\u00edda a campo visava alinhar melhor alguns conceitos entre todos, al\u00e9m de preparar a nova gera\u00e7\u00e3o para futuras sa\u00eddas a campo, normalmente feitas em locais mais distantes e sem qualquer infraestrutura.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Naquele final de semana, entre as atividades de grupo, palestras e pr\u00e1ticas de campo, o que acabou ficando gravado em minha mem\u00f3ria foi uma cena aparentemente comum ao final do evento. Charlie, o pioneiro da Miss\u00e3o Rama no Brasil, fazia um discurso de encerramento ao ar livre, com todos ouvindo ao seu redor. A maioria como eu, em p\u00e9, formando um semi-c\u00edrculo. Neste cen\u00e1rio, notei um rapaz sentado ao centro, bem de frente ao orador, ouvindo cada palavra e fazendo minuciosas anota\u00e7\u00f5es. Ele era o \u00fanico ali demonstrando tamanha aten\u00e7\u00e3o ao discurso. Naquele momento pensei: \u201cQuem diria, encontrei algu\u00e9m mais entusiasmado que eu em Rama. Quem ser\u00e1 ele?\u201d. E veio uma vontade sincera de conhec\u00ea-lo e trocar ideias. Entretanto, com toda movimenta\u00e7\u00e3o que seguiu-se ao encerramento e com nossas aten\u00e7\u00f5es j\u00e1 voltadas para a viagem de volta, acabamos deixando o local sem falar com ele. Ou seja, sa\u00ed de l\u00e1 sem saber seu nome, grupo ou cidade, apenas sua fei\u00e7\u00e3o. Por outro lado eu estava tranquilo, certo de que iria encontr\u00e1-lo em futuros acampamentos ou reuni\u00f5es gerais. Ledo engano. Nunca mais o vi em Rama.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">V\u00e1rios meses depois, eu passava boa parte da semana em Santos, onde ficava o principal cliente da empresa onde trabalhava. O porto de Santos era um cliente t\u00e3o importante e havia tanto trabalho a ser feito l\u00e1 que minha empresa, cuja sede era na capital, alugava um apartamento para seus funcion\u00e1rios. O apartamento ficava no bairro Jos\u00e9 Menino, bem na divisa com S\u00e3o Vicente, de forma que era preciso cruzar toda a cidade para chegar ao trabalho. Certa vez, voltando de carro para o apartamento no final do expediente, parei num farol na avenida Affonso Penna. N\u00e3o tenho o h\u00e1bito de ficar olhando as pessoas no farol, mas, naquele momento, algo me fez sutilmente virar a cabe\u00e7a e olhar para o carro \u00e0 direita. Eis que me deparo com ele! N\u00e3o havia a menor d\u00favida \u2013 era aquele mesmo sujeito das meticulosas anota\u00e7\u00f5es. Tive vontade de buzinar, gesticular, fazer algo, mas soaria rid\u00edculo ali no tr\u00e2nsito, pois sequer nos conhec\u00edamos. Logo o sem\u00e1foro abriu e acabei seguindo meu caminho, perplexo com tamanha coincid\u00eancia. De qualquer forma, a partir daquele momento passei a ter duas novas informa\u00e7\u00f5es: que ele provavelmente era de Santos, e que guiava um antigo mas bem conservado Corcel marrom, j\u00e1 praticamente uma rel\u00edquia sobre rodas naquela \u00e9poca.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Na semana seguinte, ao voltar para S\u00e3o Paulo numa sexta-feira depois do almo\u00e7o, passei pela mesma avenida em Santos. Dessa vez, poucas quadras antes daquele sem\u00e1foro, reparei numa casa do outro lado da avenida, onde estava justamente estacionado um Corcel marrom. Depois disso comecei a prestar aten\u00e7\u00e3o na casa sempre que passava por l\u00e1. N\u00e3o demorou e outro dia vi ele ali. Nada mal para quem h\u00e1 pouco tempo atr\u00e1s s\u00f3 tinha um rosto como refer\u00eancia. Agora eu sabia onde ele provavelmente morava.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Na primeira oportunidade com mais tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, fui at\u00e9 a casa, toquei a campainha e finalmente consegui conhec\u00ea-lo. Tivemos uma longa conversa. Ele era alguns anos mais velho que eu. Via-se que de fato era bom ouvinte, \u00e0s vezes intercalando respira\u00e7\u00f5es profundas quando prestava aten\u00e7\u00e3o. E quando falava, usava um vocabul\u00e1rio mais rebuscado, procurando sempre se expressar da forma mais clara poss\u00edvel. N\u00e3o pudemos deixar de notar as semelhan\u00e7as da circunst\u00e2ncia em que nos encontramos com as tais sincronicidades popularizadas na \u201cProfecia Celestina\u201d, um famoso livro daquela \u00e9poca. Por fim, ele revelou que havia sa\u00eddo de Rama h\u00e1 algum tempo, alegando ter encontrado incoer\u00eancias entre o discurso e a pr\u00e1tica.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Se n\u00e3o me engano, nos encontramos outra vez em sua casa, mas depois disso ele se mudou e acabamos perdendo o contato, pois esquecemos de trocar telefones. Inacreditavelmente, voltei a encontr\u00e1-lo em outra cidade em circunst\u00e2ncias t\u00e3o surpreendentes quanto as da primeira vez. Lembro vagamente se ter desviado de um caminho corriqueiro em Campinas sabe-se l\u00e1 por qual motivo e, ao passar de carro por uma nova rua, vi o tal Corcel marrom estacionando numa casa. Era justamente para l\u00e1 que ele e sua fam\u00edlia haviam se mudado! Nos encontramos muitas vezes depois disso e, sim, dessa vez trocamos telefones.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Como todos esses desdobramentos tiveram sua origem em Rama, sempre tivemos a sensa\u00e7\u00e3o que haveria algum prop\u00f3sito por tr\u00e1s disso tudo, e que este prop\u00f3sito estaria de alguma forma ligado a Rama. Tentei articular sua volta ao projeto em meu grupo, mas logo de cara houve resist\u00eancia de algumas pessoas e a ideia n\u00e3o prosperou.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Situa\u00e7\u00f5es desse tipo despertam muitos questionamentos. Isso tudo me fez lembrar de uma comunica\u00e7\u00e3o que teria sido transmitida por um dos guias de Rama, e que se encontra transcrita no livro \u201cOVNIs: S.O.S. \u00e0 humanidade\u201d de J. J. Ben\u00edtez: \u201cVoc\u00eas n\u00e3o conhecem a for\u00e7a de suas mentes e de seus esp\u00edritos. Voc\u00eas precisam cuidar de suas mentes. Protejam-se de voc\u00eas mesmos.\u201d Assim, at\u00e9 hoje me pergunto se as sincronicidades aqui relatadas teriam sido uma pequena amostra desse potencial que guardamos dentro de n\u00f3s&#8230;<\/span><\/p><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Um presente especial<\/span><\/h1><p><span style=\"color: #ffffff;\">Em cada reuni\u00e3o de grupo em Rama havia um procedimento de abertura e outro de encerramento. A abertura inclu\u00eda uma sess\u00e3o de relaxamento, ajudando a afastar as preocupa\u00e7\u00f5es do dia, seguida de uma breve harmoniza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de mantras, e uma esp\u00e9cie de energiza\u00e7\u00e3o do ambiente como forma de prote\u00e7\u00e3o. Tudo isso contribu\u00eda para uma reuni\u00e3o mais agrad\u00e1vel e produtiva, deixando sempre bem delimitados in\u00edcio e fim.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Tais procedimentos eram conduzidos por um integrante previamente escolhido, dentro de uma escala de revezamento definida pelo grupo para melhor distribuir as tarefas. Ocorre que, no caso espec\u00edfico do grupo Shallom, ningu\u00e9m queria desempenhar essa fun\u00e7\u00e3o. Mesmo sendo t\u00edmido e n\u00e3o me sentindo nada confort\u00e1vel falando em p\u00fablico, me voluntariei na primeira vez em que tivemos que assumir estes procedimentos por conta pr\u00f3pria. S\u00f3 que, depois disso, n\u00e3o havia argumento capaz de convencer qualquer um dos demais integrantes a dividir comigo a responsabilidade, tamanha era a resist\u00eancia. Sem exagero, era como tentar convencer um bando de matutos a um dia discursar na ONU! E foi assim que, a contragosto, acabei me tornando a \u00fanica pessoa do grupo a conduzir aberturas e encerramentos das reuni\u00f5es, pois n\u00e3o fazia sentido brigar com meus companheiros por este motivo. As \u00fanicas tr\u00e9guas aconteciam ao receber algu\u00e9m da instru\u00e7\u00e3o, quando faz\u00edamos quest\u00e3o que a visita fizesse as honras da casa.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O tempo foi passando e nosso grupo diminuindo. Em nossa reuni\u00e3o inaugural, dia 27 de janeiro de 1994 no clube Pinheiros, pr\u00f3ximo \u00e0 pra\u00e7a Panamericana, \u00e9ramos 11, ent\u00e3o assistidos pelo instrutor Newton C\u00e9sar. J\u00e1 em outubro de 1995 restavam apenas 5 integrantes, e est\u00e1vamos em processo avan\u00e7ado de unifica\u00e7\u00e3o com o grupo Spock, de Moema, no que viria a resultar num novo grupo chamado Maktub.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo na primeira reuni\u00e3o oficial do novo grupo, a Mariane, vinda do grupo Spock, se disp\u00f4s a realizar a abertura. Pode parecer algo simples e trivial, mas depois de seguidamente cumprir esta fun\u00e7\u00e3o dezenas de vezes, aquilo para mim foi um momento de liberta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, conduzir o relaxamento significa de certa forma abdicar de relaxar. Naquele dia, portanto, fiquei bem quieto e emocionado durante a abertura, procurando desfrutar ao m\u00e1ximo daquele momento.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Aqui cabe um breve par\u00eantesis. Naquela mesma \u00e9poca havia outra quest\u00e3o de cunho totalmente pessoal que me incomodava. Eu havia passado por algumas experi\u00eancias de proje\u00e7\u00e3o astral \u2013 fen\u00f4meno em que nosso corpo astral se desprende do corpo f\u00edsico mantendo algum grau de lucidez. Todas essas sa\u00eddas do corpo foram extremamente curtas, por\u00e9m deixando uma impress\u00e3o de que meu corpo astral era acinzentado, sem nenhum tipo de brilho ou luminosidade. Hoje sei que isso era uma grande bobagem, mas n\u00e3o cabe aqui julgar as ang\u00fastias de um rapaz de vinte e poucos anos. O que importa \u00e9 que aquela suposta descoberta sobre minha opacidade astral n\u00e3o foi nada agrad\u00e1vel, e eu andava triste com aquilo. Na minha cabe\u00e7a, se fosse mesmo verdade, tratava-se de algo que levaria muito tempo para mudar, afinal dizem que n\u00e3o h\u00e1 como pular etapas na longa jornada evolutiva.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Durante o relaxamento naquela reuni\u00e3o, juntaram-se a emo\u00e7\u00e3o de finalmente poder dividir com outras pessoas o cerimonial, com a essa outra quest\u00e3o que me afligia sobre o corpo astral, e de repente algo diferente aconteceu. De olhos fechados, surgiu em minha tela mental um corpo deitado, como que levitando \u00e0 minha frente. Ele possu\u00eda aquele mesmo aspecto cinza escuro que tanto me incomodava. Diante daquilo, n\u00e3o tive d\u00favidas. Pensei: \u201cJ\u00e1 que n\u00e3o consigo mudar a mim mesmo t\u00e3o facilmente, farei de tudo para ajudar outras pessoas em condi\u00e7\u00f5es semelhantes\u201d. E avancei em dire\u00e7\u00e3o ao corpo, arrancando com as m\u00e3os um peda\u00e7o da crosta escura que o cobria. Ao ver que daquele lugar emergia uma luz intensa de dentro, apressei-me em remover vigorosamente toda aquela camada do corpo inteiro, at\u00e9 que n\u00e3o restasse mais nenhuma casca sequer. O corpo, agora totalmente luminoso, subitamente ganhou vida, e ergueu-se na minha frente. Percorri ele com os olhos, desde os p\u00e9s at\u00e9 o rosto, buscando saber quem era aquela pessoa. E para minha total surpresa, vi meu pr\u00f3prio rosto numa vers\u00e3o indescritivelmente luminosa e angelical de mim mesmo, olhando bem na minha dire\u00e7\u00e3o. Foi quando imediatamente despertei daquele estado.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A experi\u00eancia toda talvez tenha durado poucos segundos, e at\u00e9 hoje n\u00e3o sei o que aconteceu. Por mais imaginativo que algu\u00e9m seja, como poderia eu mesmo ter produzido aquilo? Havia ali uma li\u00e7\u00e3o simples e profunda: ajude os outros, e estar\u00e1 ajudando a si mesmo! E al\u00e9m disso, aquela experi\u00eancia dizia que, n\u00e3o importando nossa condi\u00e7\u00e3o atual, nossa verdadeira ess\u00eancia permanece intacta, aguardando o dia em que poder\u00e1 finalmente manifestar-se em todo seu esplendor.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao final daquela abertura, permaneci em sil\u00eancio, ainda mais emocionado que antes. Depois de conduzir tantas aberturas, nunca poderia imaginar um presente t\u00e3o especial.<\/span><\/p><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Eles me ouvem<\/span><\/h1><p><span style=\"color: #ffffff;\">Considerando que a leitura do livro \u201cOs Semeadores de Vida\u201d era obrigat\u00f3ria para ingressar em Rama, \u00e9ramos todos logo de cara inundados com os relatos extraordin\u00e1rios de contato extraterrestre que povoam as p\u00e1ginas daquele livro. E ao conhecer pessoalmente instrutores que estavam h\u00e1 mais tempo no projeto, a cole\u00e7\u00e3o de relatos ins\u00f3litos s\u00f3 aumentava, junto com a sensa\u00e7\u00e3o de que realmente haveria algo de verdadeiro por tr\u00e1s de tudo aquilo. Mas, como diziam nossos av\u00f3s, \u201ccautela e caldo de galinha n\u00e3o fazem mal a ningu\u00e9m\u201d, de forma que aquela dose salutar de ceticismo que costumamos carregar conosco insistia em trazer \u00e0 tona a pergunta: \u201cSer\u00e1 poss\u00edvel que isso tudo \u00e9 verdade?\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Um dos muitos pontos positivos em Rama era fazer com que cada grupo gradualmente alcan\u00e7asse a maturidade, podendo ter suas pr\u00f3prias experi\u00eancias e comprova\u00e7\u00f5es. Assim, um belo dia chegou o momento t\u00e3o esperado de aprendermos a tentar o contato com os guias extraterrestres ligados ao projeto. Foi uma reuni\u00e3o toda especial em junho de 1995 no Horto Florestal de S\u00e3o Paulo. Naquela ocasi\u00e3o a instrutora Cybele aproveitou para ensinar dois grupos que estavam no mesmo est\u00e1gio: Shallom e Spock. Foi ali inclusive que come\u00e7ou o namoro entre os grupos. Daquele dia em diante est\u00e1vamos aptos a tentar nossas pr\u00f3prias comunica\u00e7\u00f5es, passando a reservar um tempo em cada reuni\u00e3o para a nova atividade.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Em Rama, as duas formas mais utilizadas para se comunicar com os guias eram a telepatia, quando tudo se passa na esfera dos pensamentos, e a psicografia, de maneira semelhante ao que ocorre no Espiritismo. Nas minhas primeiras tentativas, vieram rabiscos fracos e aleat\u00f3rios, sem a menor convic\u00e7\u00e3o de que aquilo pudesse configurar uma comunica\u00e7\u00e3o de fato. No entanto, os resultados logo evolu\u00edram para tra\u00e7os mais consistentes, com uma sensa\u00e7\u00e3o estranha na m\u00e3o e antebra\u00e7o direitos, que ao relaxar pareciam cada vez mais serem controlados por algo externo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Empolgado com essa pequena evolu\u00e7\u00e3o, certa vez decidi fazer um exerc\u00edcio extra, por conta pr\u00f3pria. O procedimento recomendado era praticar em grupo, em dias e hor\u00e1rios pr\u00e9-estabelecidos, e aproveitando a energia mais forte do grupo e a sensa\u00e7\u00e3o maior de seguran\u00e7a. Mas o espertalh\u00e3o aqui n\u00e3o resistiu, e numa noite de quinta-feira, quando ainda trabalhava em Santos, resolvi abrir um exerc\u00edcio de comunica\u00e7\u00e3o no apartamento sozinho. O exerc\u00edcio fluiu bem, com sequ\u00eancias de tra\u00e7os paralelos cobrindo as p\u00e1ginas. \u00c0quela altura j\u00e1 n\u00e3o restava mais d\u00favida que aquilo vinha de uma for\u00e7a externa, pois eu deixava meu bra\u00e7o relaxado, e este era tomado por um formigamento intenso que passava a comandar o movimento.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao final do exerc\u00edcio, durante o encerramento da pr\u00e1tica, n\u00e3o me contive, e acabei emitindo um pensamento forte e cristalino que pode ser traduzido assim:<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u2013 Gostaria de parar por hoje, mas tenho curiosidade em saber at\u00e9 quando prosseguir\u00edamos se dependesse s\u00f3 de voc\u00ea.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ah, para qu\u00ea fui fazer isso&#8230; A sensa\u00e7\u00e3o de formigamento imediatamente voltou com for\u00e7a total, obrigando-me a buscar novamente papel e caneta para retomar o exerc\u00edcio. Os tra\u00e7os ficaram ainda mais fortes, desta vez em movimentos el\u00edpticos beirando as margens de cada p\u00e1gina, e depois disso os movimentos come\u00e7aram at\u00e9 a extrapolar os limites do papel, ganhando contornos no ar. No in\u00edcio achei aquilo legal, mas comecei a ficar preocupado quando n\u00e3o havia meios de encerrar a pr\u00e1tica. J\u00e1 era tarde, e eu precisava acordar cedo no dia seguinte para trabalhar. Resultado: fui dormir com a sensa\u00e7\u00e3o de formigamento no bra\u00e7o, acordei com a mesma sensa\u00e7\u00e3o pela manh\u00e3, tomei caf\u00e9 daquele jeito mesmo, e no trabalho, bastava relaxar um pouco meu controle sobre o bra\u00e7o que ele logo voltava a fazer os movimentos. Chegou um ponto em que a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o era pedir ajuda.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Felizmente era sexta-feira, e no final da manh\u00e3 pude voltar a S\u00e3o Paulo direto para casa, onde estava minha agenda com o telefone da Cybele. Liguei para ela assim que cheguei. Em princ\u00edpio ficou reticente, pois estava no trabalho, cercada de outras pessoas. Desesperado, tive que insistir por uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, ao que ela respondeu do outro lado da linha:<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u2013 OK, ent\u00e3o aguarde um pouco.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Fiquei ali, segurando o telefone em sil\u00eancio durante alguns segundos que pareceram uma eternidade, at\u00e9 que, de repente, a sensa\u00e7\u00e3o de formigamento simplesmente desapareceu! Agradeci imensamente aquela interven\u00e7\u00e3o providencial e perguntei o que ela tinha feito:<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u2013 Abri comunica\u00e7\u00e3o com os guias e solicitei que a intera\u00e7\u00e3o que estava ocorrendo com voc\u00ea fosse encerrada.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">E foi assim que, mesmo sem nunca ter visto nada e nunca ter recebido nenhuma comunica\u00e7\u00e3o intelig\u00edvel, tive a certeza que eles de fato existiam. Depois disso continuei a praticar exerc\u00edcios de comunica\u00e7\u00e3o, mas sempre em grupo. Meses depois a clareza e a intensidade daquela intera\u00e7\u00e3o foi diminuindo, n\u00e3o s\u00f3 para mim como para outros integrantes. Talvez um pren\u00fancio de que nossos la\u00e7os com Rama estariam enfraquecendo? Mas aquela experi\u00eancia, por mais inc\u00f4moda que tenha sido, e ainda por cima motivada por uma curiosidade quase infantil, acabou ficando marcada para sempre.<\/span><\/p><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Para\u00fana<\/span><\/h1><p><span style=\"color: #ffffff;\">Dentre tantas hist\u00f3rias que frequentavam as rodas de conversa em Rama, uma em particular se destacava das demais: a lend\u00e1ria pr\u00e1tica de campo de Para\u00fana. Conta-se que em certa ocasi\u00e3o os guias extraterrestres marcaram uma sa\u00edda a campo nos arredores de Para\u00fana &#8211; cidade de Goi\u00e1s situada a nada menos que mil quil\u00f4metros da capital Paulista. Em se tratando de uma dist\u00e2ncia bastante incomum para uma pr\u00e1tica de campo, fico imaginando como teriam sido os bastidores daquela sa\u00edda: Quantas pessoas receberam as mensagens? Estariam todos unidos e confiantes nas informa\u00e7\u00f5es? Certamente devem ter deduzido que algo de extraordin\u00e1rio estaria para ocorrer, caso contr\u00e1rio n\u00e3o precisariam ir t\u00e3o longe.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Vencida a dist\u00e2ncia e chegado o momento da pr\u00e1tica, foram em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Serra da Portaria e, seguindo as orienta\u00e7\u00f5es dos guias, adentraram uma caverna. L\u00e1, percorreram o trajeto indicado at\u00e9 chegarem boquiabertos numa base subterr\u00e2nea. O que exatamente encontraram l\u00e1, por quem foram recebidos, e que mensagens foram passadas a eles, n\u00e3o me foi contado. Sei apenas que, de t\u00e3o incr\u00e9dulos que ficaram depois de passar por aquela experi\u00eancia, decidiram voltar ao mesmo local no dia seguinte por conta pr\u00f3pria. Percorreram exatamente o mesmo trajeto e eis que novamente se depararam com a mesma base subterr\u00e2nea. Certas coisas \u00e9 preciso ver ao menos duas vezes para crer\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">No ano de 2003, h\u00e1 um bom tempo afastado de Rama, eu e minha esposa decidimos fazer uma viagem pelo estado de Goi\u00e1s. Naquela \u00e9poca est\u00e1vamos com um carro 4&#215;4, animados para inclu\u00ed-lo em nossas aventuras. Fizemos uma viagem e tanto, com destaque para Caldas Novas, Chapada dos Veadeiros, Piren\u00f3polis, Goi\u00e2nia e Goi\u00e1s Velho, al\u00e9m de uma passagem por Bras\u00edlia para visitar amigos. Diante de tamanha oportunidade, fiz \u00f3bvia quest\u00e3o de incluir a tal Para\u00fana no final do itiner\u00e1rio.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">No estado de Goi\u00e1s, ao ir em dire\u00e7\u00e3o ao interior, parece haver um limiar separando as empobrecidas terras civilizadas do leste de um ref\u00fagio ao oeste onde a vida silvestre ainda teima em se sentir em casa. Para\u00fana est\u00e1 al\u00e9m desse limiar, com bandos de araras cruzando os c\u00e9us da cidade, e uma fartura de emas, seriemas, corujas e tucanos desfilando suas penas por toda regi\u00e3o. Al\u00e9m disso Para\u00fana \u00e9 cheia de belezas naturais e mist\u00e9rios. Chegamos l\u00e1 no dia 7 de abril e foi muito f\u00e1cil encontrar pouso, pois a cidade contabilizava apenas dois hot\u00e9is no guia, sendo que um deles n\u00e3o atendia o telefone. Ficamos portanto na \u00fanica op\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel: o Hotel Vale da Portaria, a R$35 a di\u00e1ria.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">No dia da nossa expedi\u00e7\u00e3o contratamos um guia local para nos acompanhar e, ao chegarmos perto da Serra da Portaria, logo de cara pudemos confirmar uma informa\u00e7\u00e3o que o Charlie costumava incluir quando falava sobre a pr\u00e1tica de Para\u00fana: de fato havia uma senhora chamada Virgilina que morava sozinha num casebre ali perto. Encontramos sua casa, conversamos e at\u00e9 tiramos fotos com ela. Disse que estava com 81 anos. Apesar de ser considerada uma pessoa cheia de \u201ccausos\u201d na bagagem, n\u00e3o compartilhou nada conosco al\u00e9m de poucas palavras, um largo sorriso e muita simpatia. Nos despedimos e fomos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 serra. Estacionamos no local indicado pelo guia e come\u00e7amos a percorrer uma longa trilha que passava por uma bela cachoeira. Minha esposa quis ficar por ali mesmo, pois dali em diante a trilha logo desaparecia, sendo necess\u00e1rio vencer um emaranhado quase intranspon\u00edvel de taquaras. Quando finalmente chegamos ao p\u00e9 da serra, n\u00e3o havia um caminho seguro para subir, de forma que nos vimos obrigados a voltar e infelizmente desistir da empreitada. Fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o que aquele guia eminentemente terrestre n\u00e3o sabia o caminho at\u00e9 o topo. E \u00e9 justamente l\u00e1 em cima onde existe uma grande abertura no ch\u00e3o que, segundo o pr\u00f3prio guia, todas as tentativas de filmar ou fotografar dentro nunca prosperaram, pois os equipamentos simplesmente pararam de funcionar.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Deixamos Para\u00fana sem presenciar nenhum fen\u00f4meno extraordin\u00e1rio, por\u00e9m satisfeitos com a viagem. Visitamos a Serra das Gal\u00e9s, a Ponte de Pedra e a cachoeira do Vale da Felicidade. Avistamos na Serra da Portaria o local onde, segundo o pesquisador Al\u00f3dio Tov\u00e1r, uma grande abertura na escarpa foi supostamente selada com uma rocha diferente. Percorremos um trecho da misteriosa Muralha de Pedra, constru\u00edda sabe-se l\u00e1 por qual povo com rochas magn\u00e9ticas de origem desconhecida, cuidadosamente encaixadas, lembrando em alguns trechos os muros Incas. Por sinal levei uma b\u00fassola e confirmei as propriedades magn\u00e9ticas das rochas.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Treze anos depois, em 2016, eu e minha esposa fomos a uma pizzaria em evento organizado pelo Newton C\u00e9sar para reencontrar velhos amigos da \u00e9poca de Rama e para fazer uma homenagem ao Diego &#8211; c\u00e9lebre veterano de Rama Brasil, integrante do primeiro grupo fundado em terras tupiniquins. Neste evento, reencontramos a Mariane, que fez parte comigo do grupo Maktub. Conversamos bastante e, entre outras coisas, acabamos contando sobre a nossa ida a Para\u00fana. Para nossa surpresa ouvimos de volta um \u201cEu tamb\u00e9m fui!\u201d. S\u00f3 que ela conseguiu subir a Serra, e at\u00e9 acampou l\u00e1 em cima. Mas esta j\u00e1 \u00e9 outra hist\u00f3ria\u2026<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-toggle-item\">\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-title-20813\" class=\"elementor-tab-title\" data-tab=\"13\" role=\"button\" aria-controls=\"elementor-tab-content-20813\" aria-expanded=\"false\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon elementor-toggle-icon-left\" aria-hidden=\"true\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-closed\"><i class=\"fas fa-caret-right\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-toggle-icon-opened\"><i class=\"elementor-toggle-icon-opened fas fa-envelope-open-text\"><\/i><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-toggle-title\" tabindex=\"0\">Depoimentos de Roni Adame - 2021<\/a>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\t\t\t\t\t<div id=\"elementor-tab-content-20813\" class=\"elementor-tab-content elementor-clearfix\" data-tab=\"13\" role=\"region\" aria-labelledby=\"elementor-tab-title-20813\"><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Miss\u00e3o RAMA do Brasil<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Jundia\u00ed, SP<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">A Primeira Pr\u00e1tica \u2013 Serra do Japi<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">(Trecho retirado do livro \u201cO Chamado RAMA \u2013 1994, Roni Adame)<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ap\u00f3s v\u00e1rios dias de n\u00f3s no est\u00f4mago, o s\u00e1bado havia chegado. Logo depois do almo\u00e7o, partimos ao encontro de algumas pessoas do nosso grupo, no estacionamento de uma famosa churrascaria da Marginal Tiet\u00ea. Nosso destino, conforme as coordenadas obtidas por Laura, era, a princ\u00edpio, a Rodovia dos Bandeirantes, que ligava a capital paulista a algumas cidades do interior de S\u00e3o Paulo, pr\u00f3ximas \u00e0 regi\u00e3o de Campinas.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Os dados obtidos por Laura em reuni\u00e3o indicavam o KM 45 da rodovia, os quais, n\u00e3o por coincid\u00eancia, tinha como principal referencial, a Serra do Japi.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Com o intuito de nos encontrarmos com Charlie e demais instrutores \u2013 Christine, Marcos, Ang\u00e9lica, Jos\u00e9 Marcos e Gl\u00e1ucia \u2013 passamos direto pelo KM 45 e seguimos at\u00e9 o KM 72, onde fica localizado o Shopping Center Serra Azul, local escolhido por eles para conversar conosco sobre os pr\u00f3ximos passos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A sugest\u00e3o dada por Charlie era para que nos dispus\u00e9ssemos, em c\u00edrculo, ao redor de alguns bancos de madeira do corredor do shopping, n\u00e3o vendo qualquer problema em virmos a conversar entre as pessoas que circulavam por ali.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">N\u00e3o havia tempo para apresenta\u00e7\u00f5es formais. Charlie, visivelmente com pressa, saltava direto para as perguntas sobre o que ocorria com o grupo e se t\u00ednhamos mais informa\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica daquele dia.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Com uma mistura de timidez e medo de falar bobagem, as pessoas do grupo foram se colocando aos poucos, deixando os instrutores a par de algumas pistas que haviam chegado para o grupo na \u00faltima reuni\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mesmo com todas as informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 passadas aos instrutores, o grupo mencionou o suposto disco voador que havia aparecido em uma das nossas fotos, consequ\u00eancia tamb\u00e9m de uma comunica\u00e7\u00e3o telep\u00e1tica. A amplia\u00e7\u00e3o da fotografia estava comigo. Ao pass\u00e1-la a Charlie, ficou n\u00edtida a grande surpresa que foi para ele. Logo em seguida, me perguntou se podia ficar mais algum tempo com ela. N\u00e3o vi qualquer problema em concordar.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Teria ele, naquele momento, passado a nos levar mais a s\u00e9rio? Era dif\u00edcil dizer, pois n\u00e3o conversava conosco. Parecia preocupado e com pressa. Por\u00e9m, se ainda faltava algo para que levasse mais a s\u00e9rio o que poderia estar acontecendo, os guias logo se encarregariam de dar mais uma \u201cm\u00e3ozinha\u201d para isso.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo a seguir, Stela tamb\u00e9m comentou sobre as luzes da farm\u00e1cia onde nos reun\u00edamos, contando a todos que, todas as vezes que o grupo iniciava um exerc\u00edcio de comunica\u00e7\u00e3o com os guias, as luzes diminu\u00edam de intensidade, voltando ao normal ap\u00f3s terminarmos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Para a incredulidade de todos, nesse exato momento, as luzes do shopping tamb\u00e9m diminu\u00edram de intensidade, tal como em nossas reuni\u00f5es. Aquilo pegou a todos de surpresa. Seria poss\u00edvel tamanha coincid\u00eancia?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Para fechar, com chave de ouro, aquela pequena reuni\u00e3o, no exato momento em que a demos por encerrada, as luzes do shopping voltaram \u00e0 sua intensidade normal, o que soou, ao menos para mim, como um recado bem claro&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201c\u00c9 isso mesmo. Estamos aqui.\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Charlie pediu a todos para que o segu\u00edssemos com nossos carros. Ainda n\u00e3o sab\u00edamos, mas ele se dirigia \u00e0 Serra do Japi, um lugar muito belo e especial, ao qual voltaria muitas vezes depois daquele dia.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O Sol j\u00e1 se encontrava baixo. A pressa de Charlie n\u00e3o era infundada. Era mais que recomend\u00e1vel que consegu\u00edssemos encontrar, ainda com a luz do dia, algum ponto estrat\u00e9gico e favor\u00e1vel para a nossa pr\u00e1tica, uma vez que n\u00e3o pod\u00edamos chamar a aten\u00e7\u00e3o, nem preocupar nenhum dos moradores, com aquela quantidade incomum de ve\u00edculos estacionados em um mesmo local.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Devido ao condom\u00ednio que l\u00e1 existia, o acesso \u00e0 Serra era controlado por v\u00e1rias guaritas de seguran\u00e7a, as quais se comunicavam por r\u00e1dio. Ao chegarmos na guarita principal, vimos que Charlie havia conseguido, rapidamente, liberar o acesso de todos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A fila indiana de autom\u00f3veis acabaria estacionando ao lado direito de uma estrada de terra muito estreita, tentando n\u00e3o bloquear a passagem de outros ve\u00edculos. Para isso, os carros teriam que ficar grudados a uma cerca de arame farpado usada para demarcar a propriedade de um dos moradores.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao lado esquerdo da estrada n\u00e3o havia cercas. Havia, sim, uma pequena eleva\u00e7\u00e3o no terreno, com muita vegeta\u00e7\u00e3o, o que nos separava de um grande abismo, ou seja, de uma das encostas da montanha.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Bem \u00e0 nossa frente, muito belo e imponente, estava o pico de uma das montanhas da regi\u00e3o. A \u00fanica parte daquele cen\u00e1rio que n\u00e3o era verde era o ch\u00e3o da pequena estrada onde est\u00e1vamos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Hav\u00edamos sido bem-sucedidos em nossa correria. Nossos rel\u00f3gios marcavam 17h30. Ainda cont\u00e1vamos com um resqu\u00edcio de luz natural. Houve tempo para um lanche r\u00e1pido, onde, pelo menos por alguns minutos, conseguimos deixar de lado nossa companheira insepar\u00e1vel: a ansiedade.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">J\u00e1 com a energia de todos recarregada, Charlie pediu que nos separ\u00e1ssemos, para que cada um buscasse entrar em comunica\u00e7\u00e3o com os guias, com o objetivo de conseguirmos mais informa\u00e7\u00f5es para as atividades daquela noite. Foi a primeira vez que senti o medo da responsabilidade. Mas, estaria longe de ser a \u00faltima&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ap\u00f3s a orienta\u00e7\u00e3o de Charlie, decidi subir pela estrada de terra, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 montanha, at\u00e9 encontrar um local que achasse adequado para sentar e fechar os olhos, sem correr o risco de ser visto. Cerca de oitenta metros adiante, me deparei com uma curva \u00e0 esquerda. Resolvi continuar. Logo depois, decidi entrar na mata, ao lado esquerdo da estrada, onde ainda havia sol.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao encontrar um local no qual pudesse me sentar sem ser levado pelas formigas do Japi, me posicionei em semi l\u00f3tus, fechando os olhos e passando a fazer respira\u00e7\u00f5es profundas e controladas. Inesperadamente, uma voz grave e masculina surgiu em minha mente, pronunciando, de forma alta e clara, as seguintes palavras&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cLevante. Siga pela estrada, \u00e0 esquerda. Conte dez passos e entre \u00e0 direita.\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Eu podia jurar, que era a mesma voz que havia escutado na mesa de jantar, na pousada em Aiuruoca. Por\u00e9m, desta vez, estaria imaginando coisas? S\u00f3 havia uma forma de descobrir&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">De volta \u00e0 estrada, continuei subindo na dire\u00e7\u00e3o indicada. Ap\u00f3s haver contado, n\u00e3o dez, mas, dezesseis passos, me deparei com uma entrada \u00e0 direita. N\u00e3o pude deixar de concluir, com isso, que minhas pernas seriam bem mais curtas do que as de quem havia me orientado.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O local era uma grande clareira na mata, com uma pequena casa de madeira, pintada de verde escuro, pr\u00f3xima \u00e0 entrada, ao lado direito. Hesitei. Resolvi tentar me comunicar com quem havia me orientado a chegar ali&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201c\u00c9 aqui mesmo? Devo continuar?\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A resposta viria na forma de um clar\u00edssimo e prolongado sil\u00eancio. N\u00e3o escutei, absolutamente, nada. N\u00e3o podia ficar parado ali. Resolvi seguir adiante, at\u00e9 o ponto central da clareira. Come\u00e7ava a escurecer e a ventar muito. Ficar ali parado tamb\u00e9m n\u00e3o parecia uma boa ideia. Insisti e voltei a perguntar&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cO que devo fazer? Qual o pr\u00f3ximo passo?\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mais uma vez, apenas, um longo sil\u00eancio como resposta. Comecei a cogitar ter sido v\u00edtima da minha pr\u00f3pria mente, a qual ansiava pelo contato.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Antes de abortar a ideia e voltar para perto do grupo, resolvi dar uma boa olhada, ao meu redor. Mais adiante, \u00e0 minha esquerda, avistei o topo de uma grande caixa d\u2019\u00e1gua, escondida pelas \u00e1rvores. Deveria ir para l\u00e1? Fiz mais uma tentativa&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cDevo seguir para a caixa d\u2019\u00e1gua? Devo ir at\u00e9 l\u00e1?\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A resposta foi a mesma. N\u00e3o ouvi coisa alguma. Come\u00e7ava a colecionar sil\u00eancios. Nem a minha pr\u00f3pria mente parecia disposta a me enganar. Ir at\u00e9 l\u00e1 era por minha conta e risco. Por\u00e9m, cedendo \u00e0 intui\u00e7\u00e3o, resolvi arriscar.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Chegando ao local, achei melhor examin\u00e1-lo, minuciosamente. A qualquer ind\u00edcio de perigo, sem qualquer pudor, sairia correndo dali. A caixa d\u2019\u00e1gua parecia ter em torno de seis metros de altura. Mesmo pintada de branco, o abandono e a sujeira a tornavam invis\u00edvel. Havia um compartimento aberto, onde parecia haver um registro, uma torneira e alguns encanamentos, tudo coberto pela imundice e em meio a muitos galhos, folhas secas e teias de aranha.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">J\u00e1 havia escurecido bem mais, mas, ainda havia um pequeno res\u00edduo de luz natural, tornando o local, completamente, alaranjado. Era um cen\u00e1rio nada convidativo, o que, aliado \u00e0s rajadas de vento cada vez mais intensas, lembravam um t\u00edpico filme de terror. Sem d\u00favida, o medo batia \u00e0 minha porta.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Lembrando de um dos primeiros objetivos da pr\u00e1tica de autocontrole, a qual visava conhecer, compreender, controlar e superar alguns de nossos medos, entendi que nesse aspecto, me encontrava no cen\u00e1rio ideal. Decidi ent\u00e3o n\u00e3o perder a viagem, aproveitando a oportunidade para me lan\u00e7ar nesse in\u00e9dito desafio. Vontade n\u00e3o faltava.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Por\u00e9m, o que me faltava era informa\u00e7\u00e3o. N\u00f3s, novatos, ainda sem comunica\u00e7\u00e3o comprovada com os guias, n\u00e3o dever\u00edamos jamais tomar essa iniciativa, sem a ajuda e orienta\u00e7\u00e3o de um instrutor. Menos ainda escolher o local de autocontrole por conta pr\u00f3pria. A \u201csorte\u201d havia sido lan\u00e7ada&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mais uma vez na posi\u00e7\u00e3o de semi l\u00f3tus, me acomodei \u00e0 direita da caixa d\u2019\u00e1gua, bem de frente para um muro de \u00e1rvores, no m\u00e1ximo a cinco metros de dist\u00e2ncia.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Retirei a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica dos ombros, a qual levava a tiracolo, colocando-a no ch\u00e3o, \u00e0 minha esquerda. Fechei os olhos e procurei iniciar o exerc\u00edcio, buscando me tranquilizar atrav\u00e9s de uma respira\u00e7\u00e3o profunda e controlada. Tolo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo ap\u00f3s haver conseguido um leve avan\u00e7o na tentativa de ficar mais tranquilo, uma enorme pancada no ch\u00e3o \u00e0 minha frente quase me arrancou do corpo. O cora\u00e7\u00e3o disparou!<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Parei de respirar e fiquei em alerta, esperando que algum animal da regi\u00e3o desse um pulo bem na minha frente. Ap\u00f3s infinitos segundos de espera, nada aconteceu. O cen\u00e1rio permanecia o mesmo: escuro, alaranjado e com o ru\u00eddo alto da ventania nas \u00e1rvores. O som que havia me assustado parecia ter vindo detr\u00e1s dos troncos \u00e0 minha frente.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Assumi ent\u00e3o a premissa de que aquela pancada intensa na mata teria sido, provavelmente, a queda de um galho, ou ent\u00e3o, apenas fruto da minha imagina\u00e7\u00e3o, causado pelo meu pr\u00f3prio medo, o que acabou servindo de justificativa para retomar o exerc\u00edcio. Tolo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ap\u00f3s mais algumas respira\u00e7\u00f5es, j\u00e1 mais calmo, uma nova pancada no ch\u00e3o! Desta vez, duas! Aquilo parecia algu\u00e9m muito pesado, pisando com extrema for\u00e7a nos galhos e folhas secas. Com isso, comecei a me preocupar tamb\u00e9m com a possibilidade de ser algum morador daquela \u00e1rea, passando a temer que se assustasse ao se deparar comigo. O resultado poderia ser o pior poss\u00edvel.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O medo foi tomando conta e minha imagina\u00e7\u00e3o dando forma a ele. Me preparei para o pior. Poderia acabar sendo visto e confundido com um ladr\u00e3o, podendo levar um tiro de espingarda bem no meio do peito. Era como se j\u00e1 tivesse certeza do desfecho da minha ousadia, ingenuidade e burrice ao ter escolhido permanecer ali.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ap\u00f3s mais alguns intermin\u00e1veis segundos, novamente, nada ocorreu. Mais uma vez cogitei a possibilidade da minha pr\u00f3pria mente ter criado aqueles barulhos e, assim, insisti em recome\u00e7ar meu exerc\u00edcio. Haja teimosia e tolice.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Antes de recome\u00e7ar as respira\u00e7\u00f5es, mais barulhos! Desta vez, n\u00e3o eram apenas dois passos. Eram v\u00e1rios! E vinham na minha dire\u00e7\u00e3o! As pancadas eram escandalosas, como se houvesse um monstro a poucos metros de mim. Parei de respirar, apenas esperando pelo pior. No entanto, assim que pensei ter chegado ao limite, atingindo o auge do medo, toda a realidade ao meu redor come\u00e7ou a mudar&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">De repente, sil\u00eancio total. Nenhum ru\u00eddo sequer. Todos os sons haviam desaparecido. A luminosidade da \u00e1rea aumentou, sensivelmente. A ventania desapareceu por completo. N\u00e3o havia nem uma brisa sequer. A sensa\u00e7\u00e3o de frio deu lugar a uma temperatura agrad\u00e1vel e acolhedora. Tudo parou, ao mesmo tempo. Todo o cen\u00e1rio passou a ficar, absolutamente, est\u00e1tico. Com isso, sem entender como, o medo que sentia tamb\u00e9m havia desaparecido. Como era poss\u00edvel?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A sensa\u00e7\u00e3o era a de ter sido envolvido em uma esp\u00e9cie de bolha. Desta vez, j\u00e1 sem medo, voltei meus olhos, novamente, para as \u00e1rvores \u00e0 minha frente. Foi quando tive a impress\u00e3o de que algo havia se movido. Sem medo, aguardei e vi que uma pequena luminosidade come\u00e7ava a despontar atr\u00e1s de uma daquelas \u00e1rvores.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Passei a acompanhar o movimento de uma claridade t\u00eanue, a qual se movia, lentamente, para a minha esquerda. Para minha completa surpresa, logo descobri tratar-se de uma pessoa. Um homem. Estranhei, mas continuava sem medo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">De perfil, se movia com muito cuidado. Aos poucos, foi se mostrando. Sua pele era morena. Seus cabelos, escuros, eram lisos e compridos, chegando at\u00e9 os ombros. Parecia ter em torno de 1,80m de altura. A roupa era muito diferente. Vestia uma esp\u00e9cie de macac\u00e3o vermelho, inteiri\u00e7o, nada discreto, com detalhes em dourado. Nem de longe, se parecia com um morador da regi\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Caminhando de forma lenta e elegante, transmitia algo sublime. No entanto, ao faz\u00ea-lo, n\u00e3o produzia som algum, assim como, tamb\u00e9m, n\u00e3o parecia arrastar qualquer galho ou folha seca. Era como se deslizasse, sem qualquer ru\u00eddo. Ao redor do corpo, havia um leve contorno, o qual parecia ser feito de uma luz amarela fosca e muito clara, como um fino halo de luz.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Antes que me perguntasse quem poderia ser, aquele homem resolveu fazer uma leve interrup\u00e7\u00e3o em seu deslocamento. Nesse instante, o ilustre desconhecido direcionou seu rosto na minha dire\u00e7\u00e3o. Foi um momento de apreens\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Contrariando a minha expectativa, o visitante n\u00e3o chegou a completar o movimento. Foi como se, por alguns instantes, tivesse parado para me observar. No entanto, logo em seguida, seu rosto voltou para a dire\u00e7\u00e3o anterior e o homem retomou seu caminhar. Seu semblante me transmitia seriedade e seus olhos, levemente rasgados, me lembraram as fei\u00e7\u00f5es de um \u00edndio.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Continuei em pleno sil\u00eancio, apenas observando aquele homem \u201cdeslizar\u201d, elegantemente, pela trilha \u00e0 minha frente. De repente, sem qualquer aviso, sem nenhum som ou efeito especial, meu visitante desapareceu!<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Por um instante, minha mente n\u00e3o entendeu o que houve, buscando, inutilmente, checar onde meu \u201camigo\u201d poderia ter ido. Mas, o fato era que n\u00e3o havia lugar algum ali onde pudesse ter ido ou se escondido. Havia sumido em pleno ar! Mas, n\u00e3o apenas ele. A bolha que me envolvia tamb\u00e9m.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo ap\u00f3s seu desaparecimento, todo o lugar voltou a ser invadido pela mesma ventania anterior. O barulho do vento nas \u00e1rvores parecia ensurdecedor. A escurid\u00e3o havia voltado com for\u00e7a total e, para o meu azar, meu medo tamb\u00e9m, ainda mais intenso. Com muita pressa, peguei minha c\u00e2mera fotogr\u00e1fica e deixei o local, correndo muito!<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Como se ainda faltasse emo\u00e7\u00e3o, ao chegar \u00e0 clareira, vi que os moradores daquela pequena casa de madeira estavam do lado de fora. Com os adultos sentados na varanda e as crian\u00e7as jogando futebol, n\u00e3o tive escolha, a n\u00e3o ser permanecer escondido. Talvez ali, onde me encontrava, fosse parte da propriedade. Com isso, n\u00e3o me encontrava nem um pouco disposto a testar como seria recebido ao passar por ali naquele exato momento&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Acredito que tenha permanecido escondido por cerca de quinze minutos, quando, por fim, todos resolveram se recolher. Tive \u201csorte\u201d. Poderia ter sido muito pior. Assim que pude, apertei o passo para estar com meu grupo e com os instrutores. Foi apenas nesse momento que me dei conta do quanto havia me afastado. Por\u00e9m, havia perdido toda a no\u00e7\u00e3o do tempo que havia permanecido na caixa d\u2019\u00e1gua.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao retornar ao local dos carros, j\u00e1 de noite, notei as pessoas um pouco dispersas. Christine percebeu minha chegada, me perguntando se havia corrido tudo bem em meu exerc\u00edcio. Sem mencionar meu amigo \u201c\u00edndio\u201d, contei apenas sobre os passos pesados e barulhentos na mata. Christine come\u00e7ou a rir, me dizendo que os guias, de fato, tinham essa estranha mania.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">N\u00e3o haveria tempo, na pr\u00f3pria pr\u00e1tica, para compartilhar minha experi\u00eancia com o grupo ou com os instrutores assim como, para conhecer tamb\u00e9m as experi\u00eancias dos demais. Os acontecimentos se mostrariam um tanto quanto intensos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Alguns minutos ap\u00f3s ter conversado com Christine, quando me encontrava muito pr\u00f3ximo \u00e0 cerca de arame farpado, ao verificar se estava tudo em ordem com a c\u00e2mera, uma claridade me assustou.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">De repente, no terreno \u00e0 minha direita, uma pequena esfera de luz branca, muito brilhante, havia come\u00e7ado a se deslocar de forma err\u00e1tica, ziguezagueando, muito rapidamente pela mata e dando a impress\u00e3o de n\u00e3o estar se dirigindo a lugar algum. S\u00f3 impress\u00e3o, claro.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Apesar de seus movimentos, aparentemente, sem sentido, aquela pequena luz vinha em nossa dire\u00e7\u00e3o. Na medida em que se aproximava, se parecia, cada vez mais, com uma esfera branco azulada. Mesmo com a bagun\u00e7a silenciosa que parecia fazer, nem todos a viram chegar.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A \u201cintrusa\u201d havia chegado muito pr\u00f3xima, apenas a dois metros de dist\u00e2ncia de mim, ainda do outro lado da cerca. N\u00e3o houve tempo de avisar a ningu\u00e9m. Tampouco foi preciso. Logo depois de sua aproxima\u00e7\u00e3o, ela se apagou. Mas, antes de avisar algu\u00e9m, a \u201cpequena\u201d voltou a surpreender.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo em seguida, tr\u00eas fort\u00edssimos flashes, de uma luz mais do que branca, iluminaram, inteiramente, a montanha \u00e0 nossa frente. A intensidades dos disparos era inacredit\u00e1vel. Ap\u00f3s o primeiro, a maioria das pessoas se virou para a minha dire\u00e7\u00e3o, permitindo acompanhar os demais.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Jamais esquecerei. O objeto havia se aproximado tanto que cheguei a escutar tr\u00eas leves sons de cliques em cada um dos disparos. Foram como t\u00edpicos sons de uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica comum, por\u00e9m, bem mais sutis.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo ap\u00f3s os seus tr\u00eas potentes flashes, a \u201cpequena\u201d voltou a se iluminar, passando a emitir a mesma luz branco azulada de antes e reiniciando seu movimento err\u00e1tico, ziguezagueando pelo mesmo caminho por onde havia chegado e desaparecendo, completamente, em quest\u00e3o de segundos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Tal como em sua chegada, mais uma vez, nem todos conseguiram contemplar sua partida. Me encontrava no lugar certo. Por\u00e9m, todos, sem exce\u00e7\u00f5es, haviam testemunhado aqueles poderosos rel\u00e2mpagos iluminarem toda a montanha, deixando bem claro que est\u00e1vamos acompanhados. J\u00e1 suspeitava disso.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A presen\u00e7a daquela pequena visitante luminosa havia me colocado em alerta. Recentemente, havia sido informado de que seriam, na verdade, controladas por naves, as quais teriam, para isso, que estar bem pr\u00f3ximas. Logo viria a oportunidade de tirar essa d\u00favida.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Os guias haviam feito quest\u00e3o de mostrar a todos que, de fato, estavam presentes. E, para que n\u00e3o restasse qualquer d\u00favida a esse respeito, ainda haviam escolhido repetir um dos epis\u00f3dios narrados por Charlie em seu livro, onde uma KANEPA, tamb\u00e9m havia disparado potentes flashes de luz em dire\u00e7\u00e3o a uma das imponentes montanhas da regi\u00e3o de Itatiaia.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ap\u00f3s o que havia vivenciado ao lado da caixa d\u2019\u00e1gua, assim como, depois daquele \u201cboa noite\u201d dos guias para todos, come\u00e7ava a cair a ficha de estar vivenciado um sonho, tido, pela imensa maioria das pessoas, como bobo, fantasioso, infantil e imposs\u00edvel. No entanto, l\u00e1 est\u00e1vamos n\u00f3s, pessoas comuns, comprovando como muitas de nossas certezas n\u00e3o encontram sustenta\u00e7\u00e3o na realidade.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ser\u00e1 que, ao menos para mim, naquele momento, o objetivo da pr\u00e1tica j\u00e1 n\u00e3o estaria atingido? Provavelmente, sim. Mas, antes mesmo de virmos a falar sobre isso, assim como, sobre quais seriam as demais orienta\u00e7\u00f5es para aquela noite, os guias ainda nos reservavam mais uma surpreendente evid\u00eancia de sua proximidade&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ap\u00f3s os guias terem \u201ccumprimentado\u201d a todos, nos reunimos pr\u00f3ximo ao local de onde os flashes haviam partido, passando a conversar sobre o ocorrido. Percebemos que nem mesmo os instrutores esperavam uma intera\u00e7\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3xima por parte dos guias. Esta parecia ser at\u00edpica. Fiquei confuso e curioso quando vi que at\u00e9 mesmo Charlie parecia estar surpreso. N\u00e3o esperava por essa. Pelo jeito, os guias n\u00e3o haviam avisado a eles o que pretendiam.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Antes de todos conversarem a respeito das novas instru\u00e7\u00f5es para aquela noite, Charlie e os demais foram lembrados pelo grupo, de que Zeca, em nossa \u00faltima reuni\u00e3o, havia obtido a informa\u00e7\u00e3o de que o grupo teria um avistamento \u00e0s 19h30. Est\u00e1vamos em cima da hora. N\u00e3o haveria tempo para buscarmos outro local. Fomos orientados a ficar ali mesmo, em sil\u00eancio e aguardando, ent\u00e3o, alguma manifesta\u00e7\u00e3o dos guias.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Pontualmente, quando os rel\u00f3gios passaram a marcar o hor\u00e1rio obtido por Zeca, algo chamou a aten\u00e7\u00e3o de todos, do lado esquerdo da estrada. Um intenso feixe de luz branca havia surgido na encosta da serra, demonstrando estar se deslocando de baixo para cima.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Curiosamente, o feixe de luz havia surgido no mesmo ponto da serra onde est\u00e1vamos, bem \u00e0 nossa frente. Seu emissor n\u00e3o produzia qualquer tipo de som. O sil\u00eancio era total.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Outro detalhe \u201cabsurdo\u201d sobre aquilo era o fato de que a luz parecia parar no ar, como se estivesse cortada em um determinado ponto, ao inv\u00e9s de continuar se propagando como qualquer outra luz que conhec\u00edamos. Em tese, dentro da nossa tecnologia, isso n\u00e3o seria poss\u00edvel.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O sil\u00eancio passou a tomar conta de todos. Ningu\u00e9m respirava, frente \u00e0 expectativa do que poderia surgir ali. Rose, sem perceber, apertava, cada vez mais, a minha m\u00e3o. Charlie, bem ao meu lado, observava tudo, boquiaberto.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">N\u00e3o sabia se todos estavam cientes, mas, naquela encosta da montanha, onde aquele feixe de luz parecia estar sendo gerado, n\u00e3o havia nenhuma estrada. Todo o terreno daquela \u00e1rea era composto, apenas, de natureza intocada. Contudo, mesmo se existissem, nenhuma delas seria vertical, ao ponto de promover o que est\u00e1vamos assistindo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">De repente, a intensidade do feixe de luz aumentou muito, dando a impress\u00e3o de que, por mais absurda que tal possibilidade pudesse parecer, uma nave surgiria a pouqu\u00edssimos metros de todos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Para a surpresa de todos, quando o emissor daquela luz enigm\u00e1tica parecia prestes a se mostrar, o misterioso objeto fez um giro de quase noventa graus, acelerando de maneira dr\u00e1stica em uma curva lateral pela encosta da serra, levando menos que dois segundos para desaparecer, completamente.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Inacredit\u00e1vel! Hav\u00edamos acabado de testemunhar um rasante t\u00edpico de um filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Mesmo n\u00e3o fazendo contato visual, diretamente, com o objeto, pudemos acompanhar seu brilho intenso se deslocando e refletindo em toda a beirada da encosta, assim como, sua inacredit\u00e1vel acelera\u00e7\u00e3o. Isso tudo, sem qualquer tipo de ru\u00eddo. Um espet\u00e1culo digno de Spielberg!<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Tivemos que reconhecer, logo em seguida, que hav\u00edamos ficado t\u00e3o tensos com aquela subida intermin\u00e1vel, que, na possibilidade de uma nave, realmente, ter aparecido ali, a apenas seis ou sete metros, muitos teriam infartado.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Foi preciso aguardar at\u00e9 que vi\u00e9ssemos a nos tranquilizar. Pelo visto, aquilo tudo havia sido demais da conta, at\u00e9 mesmo para Charlie. Nem ele, nem os demais instrutores cogitavam manifesta\u00e7\u00f5es t\u00e3o pr\u00f3ximas e marcantes por parte dos guias.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">J\u00e1 mais calmos, com a ajuda dos instrutores, foi decidido que nossas atividades seguiriam noite adentro, com as pr\u00e1ticas individuais de autocontrole. Em se tratando da primeira pr\u00e1tica de campo do grupo, foi acordado ser mais sensato e prudente que as pessoas fizessem suas pr\u00e1ticas em duplas.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">N\u00e3o houve grandes sustos dali em diante. Os guias mostraram muito cuidado e respeito com todos, tendo em vista que cada um estava se submetendo, pela primeira vez, \u00e0s pr\u00e1ticas de autocontrole. Afinal, os guias j\u00e1 haviam feito quest\u00e3o de deixar bem claro sua presen\u00e7a, proximidade, acompanhamento e apoio.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">N\u00e3o era pouca coisa. Seres extraterrestres milhares de anos \u00e0 nossa frente, haviam vindo ao nosso encontro, com dia e hora marcada, deixando claro o respeito e o apoio ao compromisso assumido, frente a um trabalho que visava o interc\u00e2mbio, o aprendizado m\u00fatuo e a nossa melhoria. J\u00e1 era muito para refletirmos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">No entanto, muitos at\u00e9 hoje n\u00e3o se d\u00e3o conta da grandeza, da complexidade e de tudo que est\u00e1 por tr\u00e1s de algo dessa magnitude, assim como, da raridade de uma oportunidade como esta.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Tudo transcorreu, tranquilamente, at\u00e9 \u00e0s 22h15, quando nos reunimos em um grande c\u00edrculo \u2013 com Camila, a linda filha de Rog\u00e9rio e Nilza, bem no centro \u2013 para, com a orienta\u00e7\u00e3o e condu\u00e7\u00e3o de Charlie, selarmos o encerramento oficial da pr\u00e1tica, junto aos guias. Foi, sem d\u00favida, muito especial, ter tido a oportunidade de conhecer o respeito demonstrado por Charlie por aqueles seres.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Havia sido, sem sombra de d\u00favidas, uma noite inesquec\u00edvel, muito acima das nossas expectativas e sobre a qual haveria muito o que pensarmos, tanto n\u00f3s, quanto todo o grupo de instrutores.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Acab\u00e1vamos de constatar que o que hav\u00edamos lido estava longe de ser apenas fruto da imensa capacidade criativa de algu\u00e9m, e sim, algo real. O pr\u00f3ximo desafio seria conseguir encaixar essa realidade em nossa simples e banal rotina di\u00e1ria, sem, com isso, acabarmos precisando de uma camisa de for\u00e7a&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">&amp;&amp;&amp;<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Miss\u00e3o RAMA do Brasil<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">S\u00e3o Jos\u00e9 do Buriti, MG<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">A Primeira Pr\u00e1tica \u2013 Sert\u00e3o<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">(Trecho retirado do livro \u201cO Chamado RAMA \u2013 2016, Roni Adame)<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Enquanto Garcia, que, assim como Thelma e Luciana, havia aceitado meu convite para conhecer RAMA Brasil, dormia profundamente no assento ao meu lado, no meu caso, o sono parecia ter ficado em S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m disso, uma certa dose de ansiedade, aliada \u00e0 claridade das janelas e aos ru\u00eddos das poltronas, faziam minha viagem a Belo Horizonte n\u00e3o ser das mais relaxantes.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ap\u00f3s anos afastado das pr\u00e1ticas de campo oficiais, algumas preocupa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m mantinham meus olhos abertos. Por quais motivos algumas pessoas, com as quais havia conversado em S\u00e3o Paulo, se referiam \u00e0 Miss\u00e3o RAMA do Brasil como sendo o \u201cRAMA da Cris\u201d?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Apesar de minhas conversas com Cris Cavalieri \u2013 a quem, daqui em diante, passarei a chamar apenas de Cris \u2013 terem apontado para um trabalho, totalmente, compat\u00edvel com a minha forma de entender a ess\u00eancia de RAMA, algumas conversas haviam mencionado o tal \u201cRAMA da Cris\u201d como algo que misturava espiritismo, esoterismo e at\u00e9 xamanismo em seus m\u00e9todos e pr\u00e1ticas.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">N\u00e3o era o caso de ter algo contra as religi\u00f5es, filosofias ou outros m\u00e9todos. RAMA nunca havia pedido a algu\u00e9m que renunciasse a suas cren\u00e7as. Por\u00e9m, RAMA tinha sua pr\u00f3pria metodologia, que, conforme orienta\u00e7\u00e3o exaustiva dos pr\u00f3prios guias extraterrestres, n\u00e3o deveria ser misturada com outras.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Estaria ocorrendo uma s\u00e9ria distor\u00e7\u00e3o dos objetivos de RAMA? Os participantes estariam atribuindo veracidade a mentalismos individuais? Por que as conversas com Cris apontavam para um caminho adequado, enquanto outras interpretavam seu trabalho como algo que apenas se parecia com RAMA? Algo parecia incompat\u00edvel.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao mesmo tempo, era preciso levar em conta uma curiosa informa\u00e7\u00e3o passada por Cris. Desde 2012, quando a Miss\u00e3o RAMA do Brasil havia sido formada, ningu\u00e9m de S\u00e3o Paulo havia entrado em contato para saber como trabalhavam. De onde teria vindo, ent\u00e3o, uma poss\u00edvel vis\u00e3o distorcida sobre seu trabalho, uma vez que ningu\u00e9m havia tentado conhec\u00ea-lo?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A aus\u00eancia do di\u00e1logo, de perguntas e da busca pela verdade, para mim, configura qualquer outra coisa, menos RAMA. N\u00e3o era \u00e0 toa que \u201cVerdade\u201d era o primeiro conceito que busc\u00e1vamos compreender. \u00c9 preciso conhecer, experimentar e questionar antes de opinar.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A oportunidade de fazer isso estava h\u00e1 apenas poucas horas de dist\u00e2ncia. Por mais estranho que pudesse parecer, minha visita significava o primeiro paulista, ex-participante de RAMA, a conhecer, de perto, a Miss\u00e3o RAMA do Brasil&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo pela manh\u00e3, bem cedo, chegamos \u00e0 garagem da via\u00e7\u00e3o de \u00f4nibus, em Belo Horizonte, onde dois participantes da Miss\u00e3o RAMA nos aguardavam para uma carona at\u00e9 o Sert\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Emy, tia de Cris, uma distinta, elegante e educada senhora nos aguardava no carro. Jorge, com seus constantes sorrisos e bom humor, nos recebia com um caloroso abra\u00e7o. Ser\u00e1 dif\u00edcil esquecer o acolhimento e a gentileza de ambos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Comigo como copiloto e com Garcia fazendo companhia a Emy, partimos rumo a S\u00e3o Jos\u00e9 do Buriti, onde fica localizado o s\u00edtio Hallais, propriedade da fam\u00edlia de Cris, local onde aconteciam as pr\u00e1ticas de campo da Miss\u00e3o RAMA do Brasil. Seriam cerca de tr\u00eas horas muito agrad\u00e1veis de viagem pela rodovia BR-040, com direito \u00e0 parada obrigat\u00f3ria no \u201cLeite ao P\u00e9 da Vaca\u201d, um verdadeiro para\u00edso de doces e salgados, tipicamente, mineiros.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Aproximadamente, uma hora ap\u00f3s termos deixado o para\u00edso, Jorge parou no acostamento. Do outro lado da pista estava o acesso \u00e0 estrada de terra que representava a \u00faltima parte da nossa viagem. Est\u00e1vamos muito pr\u00f3ximos do s\u00edtio.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Tanto nosso condutor, quanto Emy, conheciam de olhos fechados aquele labirinto de terra vermelha. Para n\u00f3s, estreantes e desajeitados visitantes paulistas, a orienta\u00e7\u00e3o era para que segu\u00edssemos as placas para a ASDNER, uma pousada ao lado do s\u00edtio. Mesmo assim, se dependesse de n\u00f3s, seria muito f\u00e1cil nos perdermos por ali, onde, em muitos trechos, n\u00e3o havia nem mesmo sinal de celular.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Acredito que levado cerca de trinta minutos levantando poeira at\u00e9 chegarmos ao \u201cmata-burro\u201d que sinalizava a entrada do s\u00edtio. Bem lentamente, passamos a percorrer uma descida muito suave, tamb\u00e9m uma estreita estrada de terra vermelha, cercada, em ambos os lados, por uma t\u00edpica vegeta\u00e7\u00e3o de cerrado. Cheg\u00e1vamos em um momento em que a seca castigava a regi\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mais cinco minutos de percurso e, finalmente, chegamos ao \u201cbarulhento\u201d port\u00e3o de ferro verde, a entrada principal do nosso destino, um lugar que descobriria ser mais que especial.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao desembarcarmos, Jacques Fran\u00e7a, marido de Cris e, tamb\u00e9m, coordenador da Miss\u00e3o RAMA, nos recebeu com muita alegria. Em seguida, fomos abra\u00e7ados por Clara, filha \u00fanica de Jacques e Cris, conhecida por todos como Clarinha, uma menina que, com apenas quinze anos, encantava naturalmente quem estivesse ao seu lado.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">J\u00e1 pr\u00f3ximo ao hor\u00e1rio do almo\u00e7o, Cris, nossa principal anfitri\u00e3, ap\u00f3s sua calorosa acolhida, nos recebeu com um raro e delicioso card\u00e1pio de entrada: os famosos past\u00e9is de angu de Itabirito, considerados patrim\u00f4nio cultural desse munic\u00edpio mineiro, o local onde Cris havia nascido.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O Sert\u00e3o, como o lugar era chamado, contava com um enorme casar\u00e3o de cor branca e janelas verdes, com quartos e espa\u00e7o suficiente para abrigar a maioria das pessoas que vinham de diferentes cidades mineiras, assim como, tamb\u00e9m dos estados do Rio de Janeiro, Paran\u00e1 e, com a nossa visita, S\u00e3o Paulo. Alguns participantes, moradores de Belo Horizonte ou de munic\u00edpios pr\u00f3ximos, acabavam optando pelas barracas, cedendo lugar na casa aos que vinham de longe.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Toda a infraestrutura, com os b\u00f4nus da piscina e da quadra poliesportiva, se comparada aos nossos antigos acampamentos em Itatiaia, era compat\u00edvel com um verdadeiro hotel de dez estrelas, \u00e0 prova de reclama\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O caf\u00e9 da manh\u00e3, almo\u00e7o, caf\u00e9 da tarde e jantar eram servidos na deliciosa varanda coberta, situada na frente da casa. O card\u00e1pio, ovolactovegetariano, era definido pela equipe de alimenta\u00e7\u00e3o, semanas antes da pr\u00e1tica de campo, sempre de acordo com o n\u00famero de pessoas inscritas e com a programa\u00e7\u00e3o das atividades.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O n\u00edvel de planejamento e organiza\u00e7\u00e3o era incr\u00edvel. Existiam diferentes equipes para cuidar de cada detalhe necess\u00e1rio para que tudo funcionasse como previsto e programado pela coordena\u00e7\u00e3o, sempre com a ajuda do grupo de facilitadores.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Estavam em opera\u00e7\u00e3o, desde bem antes da pr\u00e1tica, as equipes de limpeza, \u00e1gua, alimenta\u00e7\u00e3o, lixo, tecnologia, registro, m\u00eddia, astronomia e medicina. Qualquer pessoa, de qualquer um dos grupos em andamento, de qualquer estado, podia se voluntariar para participar de qualquer uma dessas atividades.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A equipe de m\u00e9dicos, em particular, era composta por diferentes tipos de especialistas. Al\u00e9m disso, semanas antes da pr\u00e1tica, todos os participantes e visitantes recebiam das equipes um amplo material, com todas as orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que todos conseguissem se organizar da melhor forma poss\u00edvel. Apesar de, nos anos noventa, RAMA tamb\u00e9m ter contado os chamados \u201cgrupos de apoio\u201d, confesso que jamais havia visto tamanha organiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ainda, levemente, deslocado, logo ap\u00f3s o almo\u00e7o, eu e Garcia tivemos a oportunidade de conhecer os facilitadores Ricco e Luiz, sendo, este \u00faltimo, casado com Lurdinha, tamb\u00e9m facilitadora, todos h\u00e1 muitos anos part\u00edcipes do processo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Os facilitadores se mostraram extremamente receptivos, acolhedores, simp\u00e1ticos e bem-humorados. Nos faziam muitas perguntas, demonstrando \u201cinteresse\u201d, algo cada vez mais raro. Pude notar tamb\u00e9m que sua curiosidade revelava um certo cuidado com a Miss\u00e3o RAMA, afinal, n\u00e3o nos conheciam, menos ainda nossos objetivos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Algumas experi\u00eancias anteriores com visitantes haviam se mostrado desagrad\u00e1veis e problem\u00e1ticas. Motivos n\u00e3o lhes faltavam para uma certa precau\u00e7\u00e3o. Mas, haveria o momento certo para falarmos dos nossos objetivos e este n\u00e3o estava longe de acontecer. Nossas conversas s\u00f3 seriam interrompidas pelo aviso de que o caf\u00e9 da tarde j\u00e1 estava na mesa.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Uma mesa enorme havia sido colocada na varanda. Por motivos \u00f3bvios, o p\u00e3o de queijo e o caf\u00e9 tinham seus lugares de honra garantidos. Leite, queijo, geleia, manteiga, bolo, p\u00e3o, sucos e lanches n\u00e3o deixavam sobrar espa\u00e7o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo entendi que todas as refei\u00e7\u00f5es tinham uma conota\u00e7\u00e3o religiosa para eles. Ap\u00f3s experimentar o almo\u00e7o e o caf\u00e9 da tarde, rapidamente, me tornei mais um religioso, principalmente, ap\u00f3s ter cometido o pecado de comer aquele bolo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Fui obrigado a cumprimentar a autora da fa\u00e7anha: S\u00f4nia, moradora da regi\u00e3o e funcion\u00e1ria principal da cozinha. Por\u00e9m, por tr\u00e1s da intelig\u00eancia gastron\u00f4mica das pr\u00e1ticas de campo havia algu\u00e9m que, com o tempo, eu tamb\u00e9m descobriria ser mais que especial: Sandra Bittencourt, algu\u00e9m muito querida por todos e chamada, carinhosamente, de Sandr\u00f3ca. Junto com Dalva, Maria Jos\u00e9, Cida, Cl\u00e9ria, Ant\u00f4nio e L\u00e9o, formavam o grupo BH6, verdadeiros guerreiros.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O bolo tamb\u00e9m seria interrompido por outra prioridade. Finalmente, eu teria a oportunidade de conhecer o famoso p\u00f4r-do-sol do Sert\u00e3o, t\u00e3o elogiado por Cris em nossos tr\u00eas meses de conversas pelo celular. Era o momento de levar a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica para um passeio. Tivemos que sair \u00e0s pressas. Pelos coment\u00e1rios, seria uma longa caminhada at\u00e9 encontrarmos com a \u00e1gua da represa.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao sairmos, Cris me informou que antes, bem na frente da casa principal, onde, naquele momento, havia uma enorme v\u00e3o seco e com pouqu\u00edssima vegeta\u00e7\u00e3o, tudo era tomado pela \u00e1gua da represa de Tr\u00eas Marias. Fiquei muito surpreso ao constatar at\u00e9 onde o n\u00edvel da \u00e1gua chegava no passado.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Seria preciso muita \u00e1gua para cobrir toda aquela imensid\u00e3o. Ali mesmo, na rampa, h\u00e1 apenas cinco metros do port\u00e3o pelo qual hav\u00edamos acabado de passar, Cris pescava com seu pai quando Clarinha era um toco de gente. Incr\u00edvel. A secura daquele lugar, naquele momento, era abrasadora.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Segundo Cris, seus irm\u00e3os e irm\u00e3s tamb\u00e9m frequentavam muito aquele pequeno para\u00edso, quando seus pais, donos de tudo aquilo, ainda n\u00e3o haviam adoecido. Pelo pouco que ouvi, assim como pela emo\u00e7\u00e3o que expressava ao falar daquilo tudo, n\u00e3o demorou muito para perceber o quanto os pais de Cris, Nestor Hallais Fran\u00e7a e Ondina Cavalieri Fran\u00e7a, eram pessoas especiais.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Al\u00e9m de tudo, eles tamb\u00e9m haviam semeado o terreno que um dia seria, justamente, o local onde almas mais que especiais viriam do espa\u00e7o para conduzir, de volta para casa, outras almas que hoje aqui se encontram. Que bel\u00edssima miss\u00e3o. Aquele lugar, aos poucos, revelava a sua imensa preciosidade.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A caminhada continuava, mas, as conversas, ao longo do caminho, ajudavam a reduzir o percurso. Logo me deparei, ainda ao longe, com a primeira imagem do espelho d\u2019\u00e1gua. A amplitude da vista era inacredit\u00e1vel. A m\u00e1quina fotogr\u00e1fica come\u00e7ava a se co\u00e7ar dentro da mochila.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Caminh\u00e1vamos margeando o \u201crio\u201d seco \u00e0 nossa esquerda e \u201cviolando\u201d algumas cercas de arame farpado pelo caminho. Alguns moradores n\u00e3o simpatizavam com os turistas da represa. Por\u00e9m, o que insistiam em ignorar era que aquelas margens n\u00e3o pertenciam a ningu\u00e9m. A lei garante acesso total a elas.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Chegamos ao espelho d\u2019\u00e1gua no exato momento em que a luz abandonava seu espectro dourado, cedendo lugar \u00e0 cor laranja, que, combinada com o intenso azul celeste, assim como, com o profundo sil\u00eancio intr\u00ednseco \u00e0 paisagem, compunham uma pintura viva que nos convidava a um profundo mergulho em nosso interior.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O baixo n\u00edvel da \u00e1gua desenhava relevos incr\u00edveis, tal como a \u201c\u00e1rvore do retrato\u201d. Dentre algumas fotos antigas, espalhadas pela sala da casa principal, uma, em especial, retratava um chamativo tronco seco em seu leito. Naquele momento, ela havia \u201cpulado\u201d da fotografia para a realidade. Com o formato de um grande estilingue, com o tempo, ela me faria v\u00ea-la como um dos principais s\u00edmbolos daquele impactante cen\u00e1rio.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Assim que nossa estrela se escondeu, o c\u00e9u se transformou em um arco-\u00edris, colorido por uma camada de vermelho sangue, seguido pelos tons de laranja, amarelo, verde, azul claro, violeta e azul escuro. Jamais havia testemunhado tamanha intensidade de cores.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mesmo com todo aquele espet\u00e1culo, precis\u00e1vamos retornar. Est\u00e1vamos a p\u00e9 e n\u00e3o pod\u00edamos perder a no\u00e7\u00e3o do tempo. Nos despedimos daquele presente da natureza enquanto as demais cores desapareciam, permitindo que o vermelho reinasse absoluto. Tudo havia sido tingido de sangue. Como colocar tanta poesia em simples fotografias?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">J\u00e1 de volta, ainda com a mesa colocada, n\u00e3o resisti e triturei mais alguns peda\u00e7os de bolo. A orienta\u00e7\u00e3o era para que tom\u00e1ssemos um banho r\u00e1pido, pois as atividades noturnas nos aguardavam. Por\u00e9m, n\u00e3o obedeci.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Preciso confessar que minhas expectativas quanto \u00e0s pr\u00e1ticas noturnas eram, praticamente, nulas. Apesar de ter conversado bastante com Cris sobre a presen\u00e7a e o apoio dos guias no trabalho que faziam, era como se n\u00e3o quisesse me apegar muito a isso. Outra coisa havia chamado a minha aten\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo em que destru\u00eda o bolo, aproveitei a oportunidade para conversar um pouco mais com as pessoas. Ali havia \u201calgo mais\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Fui tomado por uma percep\u00e7\u00e3o diferente. Algo novo estava acontecendo. Novo, ao menos, para mim. Uma egr\u00e9gora! Era como se estivesse \u201cdentro\u201d de alguma coisa, uma energia que permeava tudo. Nunca havia sentido algo parecido. Sem d\u00favida, RAMA estava diferente.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O que estava assistindo, na pr\u00e1tica, e n\u00e3o apenas no discurso, era um n\u00edvel de zelo, de considera\u00e7\u00e3o, para com todos. Por\u00e9m, o mais especial era a naturalidade das palavras, gestos e atitudes que presenciava em todos. N\u00e3o era o que havia vivido nos anos noventa. Tratava-se, sem a menor sombra de d\u00favida, do resultado pr\u00e1tico de um trabalho constru\u00eddo por Cris, Jacques e pessoas de seu antigo grupo, ao longo de muitos anos de trabalho, dedica\u00e7\u00e3o, persist\u00eancia, confian\u00e7a e entrega.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Tudo parecia ter evolu\u00eddo, positivamente. Ainda assim, existia um diferencial. Na verdade, n\u00e3o \u201cum\u201d, mas, \u201co\u201d diferencial: a forma de se relacionarem uns com os outros. Havia surgido uma nova linguagem.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Na pr\u00e1tica, existia acolhimento, generosidade, bom humor, leveza, integra\u00e7\u00e3o, uni\u00e3o e preocupa\u00e7\u00e3o com o outro, como se todos pertencessem a um \u00fanico grupo. Em diferentes propor\u00e7\u00f5es, essas qualidades estavam presentes nas pessoas. Havia sido constru\u00eddo um novo modelo de relacionamento. Uma cultura RAMA.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Apesar de estar ali h\u00e1 pouqu\u00edssimo tempo, algo muito importante estava claro. Entendi que o que presenciava, principalmente, a forma com que as pessoas se relacionavam, era o resultado que gostaria de ter visto RAMA atingir no passado. Por\u00e9m, n\u00e3o existia clareza sobre isso at\u00e9 presenciar aquilo tudo na pr\u00e1tica.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Era como se RAMA houvesse atingido um novo est\u00e1gio, um novo patamar, como se estivesse, exatamente, onde seria preciso estar. Tal constata\u00e7\u00e3o me deixou bastante surpreso. Ao mesmo tempo, muito animado.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Apesar de estar ali apenas como um visitante, em poucas horas de conv\u00edvio, antes de qualquer manifesta\u00e7\u00e3o dos guias, algo muito s\u00e9rio j\u00e1 havia ficado, totalmente, claro para mim: eu gostaria muito de fazer parte daquele cultura&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ainda com uma pequena l\u00e2mina de luz no horizonte, notei que as pessoas, com suas cadeiras de praia e banquinhos, come\u00e7aram a se dirigir para a quadra. Procurei Garcia e o convidei para fazermos o mesmo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">As estrelas, j\u00e1 em grande n\u00famero, iniciavam seu espet\u00e1culo. Assim como alguns haviam feito, me deitei de costas na quadra, sendo deliciosamente acolhido pelo calor que ela havia retido durante todo o dia.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Procurei Garcia e o localizei em p\u00e9, um pouco afastado e pr\u00f3ximo ao pequeno muro esquerdo da quadra. Com seus bin\u00f3culos em m\u00e3os, ainda parecia um pouco arredio e, definitivamente, n\u00e3o estava nem perto de estar t\u00e3o \u00e0 vontade quanto eu. Fazia todo sentido. Diferente de mim, para ele tudo ali era novidade.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ainda distra\u00eddo e pensando em meu amigo, meus devaneios seriam interrompidos por alguns gritos. Por\u00e9m, eles pareciam ser de alegria, como se estivessem comemorando algo. Mas, o qu\u00ea?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Alguns estavam, incrivelmente, entusiasmados. Olhando para eles, vi que apontavam para o c\u00e9u. Havia muitas e muitas estrelas. Um espet\u00e1culo. Mas, por que estavam gritando? Foi ent\u00e3o que consegui testemunhar a passagem de uma pequena e t\u00edmida estrela cadente. Com ela, vieram novas comemora\u00e7\u00f5es. Minha curiosidade foi agu\u00e7ada. Estariam animados devido \u00e0s estrelas cadentes?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Novos meteoros rasgaram o c\u00e9u, alguns mais intensos que outros, por\u00e9m, a cada nova fagulha, as pessoas vibravam mais. Senti vontade de perguntar o que estava acontecendo. No entanto, a alegria era tamanha que acabei me sentindo um peixe fora d\u2019\u00e1gua. Com certeza, n\u00e3o estava sabendo de alguma coisa. Decidi continuar observando.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ap\u00f3s mais alguns minutos de observa\u00e7\u00e3o, passei a estranhar um \u201cdetalhe\u201d: o n\u00famero de estrelas cadentes aparecendo em uma determinada por\u00e7\u00e3o do c\u00e9u n\u00e3o parecia normal. Ou est\u00e1vamos com muita sorte naquele dia ou ent\u00e3o a Terra estava passando por uma das mais intensas chuvas de meteoros do ano. No entanto, nesse tipo de fen\u00f4meno, o radiante faria toda a diferen\u00e7a, ou seja, todos os meteoros deveriam surgir de um mesmo ponto no c\u00e9u. N\u00e3o era o que estava acontecendo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">N\u00e3o demorou muito para que algu\u00e9m comentasse que poucas vezes havia visto os guias sinalizando tantas vezes seguidas, logo no in\u00edcio de uma pr\u00e1tica. Aquele coment\u00e1rio prendeu minha respira\u00e7\u00e3o. Travei! Estaria rodeado por malucos?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Imediatamente, me lembrei da pr\u00e1tica de campo com M\u00e1rcio, onde, em 2002, com um fen\u00f4meno semelhante a uma \u201cestrela cadente\u201d, os guias haviam confirmado o que eu precisava. Seria o mesmo tipo de fen\u00f4meno?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Meu ceticismo havia me possu\u00eddo. N\u00e3o. N\u00e3o poderiam ser os guias. Por\u00e9m, nesse exato momento, como se algu\u00e9m \u201cl\u00e1 em cima\u201d estivesse se divertindo \u00e0s minhas custas, bem acima de mim, \u201cexplodiu\u201d um intenso flash de luz. Aquilo sim havia sido muito estranho. Teria sido um Iridium Flare?<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A partir desse momento, v\u00e1rios flashes come\u00e7aram a surgir no mesmo peda\u00e7o de c\u00e9u das pequenas \u201cestrelas cadentes\u201d. Para complicar ainda mais, al\u00e9m destes, algumas luzes passaram a aumentar e diminuir as suas intensidades, de forma r\u00e1pida, mas, gradativa, como se pulsassem. Tive que dar o bra\u00e7o a torcer. Aquilo tudo havia, verdadeiramente, deixado de ser normal. O c\u00e9u parecia vivo!<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Percebendo o alt\u00edssimo n\u00edvel de entusiasmo das pessoas, o facilitador Ricco chegou na quadra, pedindo a todos que mantivessem a calma. Para minha surpresa, pediu tamb\u00e9m que todos se mantivessem atentos, pois os facilitadores haviam recebido uma comunica\u00e7\u00e3o dos guias dizendo que naquela noite haveria um avistamento coletivo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mais uma vez, meu ceticismo reagiu com for\u00e7a. Aquilo era um pouco demais. Nunca havia visto algu\u00e9m, ainda mais um instrutor ou facilitador, informar a todos, de forma t\u00e3o confiante, sobre uma comunica\u00e7\u00e3o que falava de um iminente avistamento coletivo. Era confian\u00e7a demais. Resumindo, o \u201ccara\u201d tinha que ser muito macho para dizer aquilo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo em seguida, foi a vez de Cris chegar na quadra. Ela n\u00e3o se referiu ao avistamento coletivo, mas, com um tom de voz tranquilo, pediu a todos que buscassem silenciar suas mentes e os cora\u00e7\u00f5es, passando a focar na pr\u00e1tica, em seus objetivos, nos guias e no que havia levado todos a estarem ali.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A coordenadora da Miss\u00e3o RAMA refor\u00e7ou tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de se conectarem com a ess\u00eancia do trabalho, pois as pr\u00e1ticas noturnas j\u00e1 iriam come\u00e7ar e os guias j\u00e1 haviam deixado bem claro que estavam presentes. O que veio a seguir foi inacredit\u00e1vel. Foi como se os guias estivessem esperando Cris terminar sua orienta\u00e7\u00e3o&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Cris encontrava-se em p\u00e9, bem \u00e0 minha frente. Todos haviam buscado o sil\u00eancio, seguindo sua orienta\u00e7\u00e3o. Atr\u00e1s dela, partindo da linha do horizonte, surgiu uma luz muito intensa, semelhante ao farol dianteiro de um avi\u00e3o comercial. Ao mesmo tempo em que subia, fazia uma leve curva para a esquerda, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 casa.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Nesse momento, emburreci completamente, pois tive absoluta certeza de se tratar de um avi\u00e3o, ignorando dados b\u00e1sicos sobre o assunto. Aquela luz enorme havia vindo do ch\u00e3o. Por seu tamanho e intensidade, tinha que estar pr\u00f3xima. No entanto, n\u00e3o havia aeroportos por perto, nem mesmo nas cidades vizinhas. Est\u00e1vamos, no m\u00ednimo, a tr\u00eas horas da pista de avi\u00f5es mais pr\u00f3xima.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Aguardei um algum barulho, mas ele n\u00e3o veio. Em pleno sil\u00eancio, aquela luz enorme, com a magnitude de tr\u00eas planetas V\u00eanus, come\u00e7ou a diminuir sua velocidade. Nesse momento, me levantei, afinal, um avi\u00e3o n\u00e3o faria isso.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ao mesmo tempo em que desacelerava, seu brilho tamb\u00e9m passou a diminuir. O objeto dava a impress\u00e3o de ter \u201cdesligado\u201d seus motores, adotando um suave movimento de descida, como a p\u00e9tala de uma flor carregada pelo vento. Aquilo fazia cada vez menos sentido.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Em seguida, sua luz branca-prateada desapareceu por completo, dando lugar \u00e0 silhueta de um objeto extremamente incomum. Aquela \u201ccoisa\u201d girou em torno do seu pr\u00f3prio eixo e, praticamente parado no ar, se posicionou de forma a enxergarmos, perfeitamente, um de seus lados.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Definitivamente, aquele objeto n\u00e3o era um disco. Longe disso, era totalmente disforme, como se fosse composto por ret\u00e2ngulos de diferentes tamanhos, encaixados de forma assim\u00e9trica.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O design n\u00e3o fazia nenhum sentido para mim. N\u00e3o se parecia com nada que j\u00e1 havia visto, nem na imagina\u00e7\u00e3o, nem nos filmes hollywoodianos. O que facilitou a visualiza\u00e7\u00e3o de seu formato foram suas pr\u00f3prias luzes, que, coloridas e espalhadas de maneira irregular pela sua superf\u00edcie, refletiam em sua \u201cfuselagem\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Como se n\u00e3o bastasse, pouco depois de observarmos seus detalhes, o objeto, simplesmente, desapareceu no ar. Ao menos, era o que parecia. No entanto, em seu lugar, uma luz passou a pulsar regularmente.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo ap\u00f3s o espet\u00e1culo, vi Cris olhar para mim, por\u00e9m, sem dizer nada, talvez aguardando que me pronunciasse. E o fiz. Minhas palavras escaparam do \u00e2mago do meu ser, como uma rea\u00e7\u00e3o natural ao que aquilo havia significado para mim. Por\u00e9m, tenho certeza de que n\u00e3o foram, exatamente, as que esperava ouvir&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cAgora f&#8230;.!\u201d<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">O fato era que, logo ap\u00f3s um facilitador, com uma confian\u00e7a inacredit\u00e1vel, mencionar a exist\u00eancia de uma comunica\u00e7\u00e3o, a qual anunciava um avistamento coletivo naquela noite, os guias vieram e a confirmaram de forma escandalosa. Mais uma vez, se tratava de algo nunca visto por mim. A atitude dos guias, por\u00e9m, parecia ir al\u00e9m de uma \u201csimples\u201d confirma\u00e7\u00e3o, como pudesse existir simplicidade em algo dessa natureza.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Os guias haviam, realmente, se empenhado em demonstrar um tipo de intera\u00e7\u00e3o que representava um apoio enorme aos Guias-Terra, \u00e0 comunidade como um todo e ao trabalho em andamento, resultado de tudo que havia sido feito nos \u00faltimos anos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A mensagem impregnada em meu cora\u00e7\u00e3o ap\u00f3s aquela primeira experi\u00eancia com os guias no Sert\u00e3o era, sem sombra de d\u00favida, um sentimento de \u201cparceria\u201d, outro conceito novo para mim no que se referia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com os guias.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mesmo antes de se apresentarem daquela forma magistral, eu j\u00e1 havia decidido que gostaria de fazer parte daquela nova cultura. Contudo, ap\u00f3s a presen\u00e7a clara, objetiva e, principalmente, pr\u00f3xima dos guias, minha inten\u00e7\u00e3o acabou triplicada. Seria imposs\u00edvel descrever o que passei a sentir a partir daquele momento.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">De repente, estava mais do que pronto para as pr\u00e1ticas noturnas. Meus n\u00edveis de energia e disposi\u00e7\u00e3o haviam dado um salto. O medo da frustra\u00e7\u00e3o com a poss\u00edvel aus\u00eancia dos guias havia, simplesmente, evaporado, cedendo lugar \u00e0 certeza de sua proximidade e parceria.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Nem todos iriam para as pr\u00e1ticas naquela noite. Alguns preferiram permanecer na quadra e na varanda da casa, aguardando a chegada de seus companheiros de grupo. Quanto a n\u00f3s, visitantes, mais uma vez ser\u00edamos surpreendidos por uma postura diferenciada por parte dos facilitadores.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Antes de sermos conduzidos para os locais de autocontrole, fomos convidados para uma conversa. Sem sabermos do que se tratava, seguimos com Cris para uma pequena pra\u00e7a, situada em frente \u00e0 casa. Estavam presentes todos os facilitadores presentes no Sert\u00e3o naquele momento: Cris, Jacques, Luiz, Lurdinha e Emy.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Em um gesto surpreendente de interesse, valoriza\u00e7\u00e3o, cuidado e ajuda, nos informaram que o motivo do bate-papo era o de conhecer nossos objetivos. Pela en\u00e9sima vez, fui pego de surpresa, positivamente.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Devido \u00e0 minha experi\u00eancia anterior em RAMA, era imposs\u00edvel evitar as compara\u00e7\u00f5es. A todo momento, a Miss\u00e3o RAMA demonstrava, n\u00e3o apenas com palavras, mas com atitudes, que o processo havia amadurecido e melhorado muito. Por\u00e9m, as demonstra\u00e7\u00f5es a esse respeito estavam apenas come\u00e7ando.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o de nossos objetivos, Cris e Jacques passaram a nos conduzir ao autocontrole n\u00famero quatro, localizado, praticamente, no meio da subida. Conosco tamb\u00e9m estavam Garcia e Jonathan, este \u00faltimo, um jovem muito agrad\u00e1vel e educado, pertencente a um dos grupos de Curitiba.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">J\u00e1 na sala de espera, nos sentamos por alguns instantes. Cris pediu para nos acalmarmos e me perguntou como me sentia. Come\u00e7ando a seguir a premissa da transpar\u00eancia, postura fundamental naquela nova cultura, contei a ela que, desde aquele avistamento coletivo, ocorrido minutos antes, me com muita energia e totalmente tranquilo, como se estivesse em casa.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Seria meu primeiro exerc\u00edcio de autocontrole, depois de muitos anos. Dias antes, ainda em S\u00e3o Paulo, havia tido uma sensa\u00e7\u00e3o de que minha primeira pr\u00e1tica no Sert\u00e3o deveria ser feita junto com a Cris. Ela j\u00e1 estava ciente. No entanto, durante o exerc\u00edcio de comunica\u00e7\u00e3o feito pelo grupo de facilita\u00e7\u00e3o naquela quinta-feira, ela havia recebido a mesma instru\u00e7\u00e3o dos guias. Assim, ap\u00f3s as pr\u00e1ticas de Jonathan e Garcia, seguimos para a nossa.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Cris seguiu na minha frente pela trilha. As lanternas apontavam para o ch\u00e3o. O estreito caminho de terra estava extremamente limpo, sem folhas secas ou galhos, tornando a caminhada segura. As fitas de papel higi\u00eanico branco sinalizavam as curvas, assim como, os galhos ou troncos que demandavam aten\u00e7\u00e3o e cuidado. A temperatura, em torno dos dezoito graus, era muito agrad\u00e1vel. A impress\u00e3o que tive foi a de termos chegado muito rapidamente na \u00e1rea demarcada.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Segui as orienta\u00e7\u00f5es da minha facilitadora, as quais nos colocavam em contato com nossa pr\u00f3pria ess\u00eancia e objetivos, assim como, com os guias e com a Confedera\u00e7\u00e3o de Mundos da Gal\u00e1xia. Visualizamos e refor\u00e7amos a imagem de uma esfera de luz dourada, a qual tamb\u00e9m nos conectava aos guias, expandindo-a, mentalmente, por toda a trilha, at\u00e9 a \u00e1rea de espera.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo ap\u00f3s a abertura do autocontrole, Cris, \u00e0 minha esquerda, me surpreendeu com a informa\u00e7\u00e3o de que o guia GEXO havia se aproximado pela sua esquerda, me perguntando se eu estava ciente de sua presen\u00e7a. Olhei, discretamente, na dire\u00e7\u00e3o indicada, mas, consegui visualizar apenas uma esp\u00e9cie de n\u00e9voa esbranqui\u00e7ada e rarefeita.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Em seguida, antes de nos sentarmos, a meu pedido, colocamos nossas cadeiras de frente para a lateral esquerda do local. Antes que come\u00e7\u00e1ssemos a conversar, uma pequena luz prateada surgiu nas \u00e1rvores \u00e0 nossa frente, fora da \u00e1rea delimitada para o autocontrole.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Apontando para a luz, Cris me avisou que, caso quisesse explorar o que estava acontecendo, eu poderia ir at\u00e9 l\u00e1. Antes mesmo de terminar sua orienta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 me encontrava fora da \u00e1rea delimitada, a cerca de quatro metros das nossas cadeiras. Por\u00e9m, assim que fui at\u00e9 ela, a pequena luz prateada desapareceu.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Decidi aguardar. Foi quando reparei que naquele local a escurid\u00e3o parecia bem mais intensa. Busquei minha lanterna, mas n\u00e3o estava com ela. Uma forte n\u00e9voa, circular e esbranqui\u00e7ada, se formou ao meu redor, demarcando um c\u00edrculo com, aproximadamente, dois metros de di\u00e2metro e um metro de altura.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Com a forma\u00e7\u00e3o daquele \u201canel de fuma\u00e7a\u201d, a claridade aumentou, consideravelmente. Era poss\u00edvel ver, perfeitamente, as folhas secas e marrons nas quais pisava e fazia um barulho enorme, assim como as \u00e1rvores por tr\u00e1s da \u201cfuma\u00e7a\u201d compactada.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Olhei na dire\u00e7\u00e3o onde estava Cris, mas n\u00e3o a vi. Estranhei, mas deduzi que estivesse por perto, talvez tamb\u00e9m explorando algo. Por\u00e9m, um barulho muito forte interrompeu meus pensamentos. Eram passos, extremamente pesados, esmagando aquelas mesmas folhas secas sobre as quais me encontrava. Mas, passos de quem? Logo percebi que o autor da fa\u00e7anha permanecia \u201cinvis\u00edvel\u201d, como se caminhasse ao meu redor. J\u00e1 havia passado por isso, por\u00e9m, essa era uma chance de reagir de forma diferente \u00e0 mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Seguindo o barulho dos passos, me virava na dire\u00e7\u00e3o dos mesmos, pedindo ao guia, em voz alta, que se mostrasse. Cris deveria estar me ouvindo. Ignorando a vergonha, continuei. Os passos continuavam ao meu redor, muito pr\u00f3ximos, mas sem ver ningu\u00e9m. Teimoso e sem medo algum, insistia, sem parar, com meus pedidos ao guia.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0Ignorando completamente meus pedidos, os passos cessaram totalmente, mas o \u201cmuro de fuma\u00e7a\u201d permanecia ali. Busquei, novamente, contato visual com Cris, mas, novamente, n\u00e3o a vi. Aquilo me preocupou. Teria ido embora? N\u00e3o. Ela n\u00e3o faria isso.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Voltei a me concentrar na \u00e1rea onde estava e notei um detalhe diferente. Quando estava de costas para a \u00e1rea do autocontrole, \u00e0 minha esquerda, havia uma pequena entrada para um terreno descampado. Aquilo me deixou, levemente, desorientado. Mas, n\u00e3o me preocupei com isso. Em seguida, percebi a escurid\u00e3o retornando. O \u201canel de fuma\u00e7a\u201d havia desaparecido, totalmente. Aquela era uma boa hora para voltar.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Assim que me virei, me deparei com Cris, em p\u00e9, de frente para mim, me observando a cerca de quatro metros de dist\u00e2ncia. Perguntei onde havia estado. Por\u00e9m, ela me devolveu, exatamente, a mesma pergunta. Sem entender o motivo de sua pergunta, respondi que havia estado bem ali, bem no local em que estava me vendo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Tamb\u00e9m sem compreender coisa alguma, Cris me informou que tamb\u00e9m n\u00e3o havia sa\u00eddo dali, em momento algum. Voltei para perto dela e constatei que havia estado a apenas tr\u00eas ou quatro metros de dist\u00e2ncia. Se ela havia permanecido ali, seria imposs\u00edvel n\u00e3o me ver. A seu pedido, voltei para a \u00e1rea das folhas secas, onde havia estado. Olhei para tr\u00e1s e l\u00e1 estava ela, bem pr\u00f3xima e, totalmente, vis\u00edvel. Aquilo n\u00e3o fazia sentido.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Perguntei \u00e0 Cris se havia me escutado. Segundo ela, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o me viu, como tamb\u00e9m n\u00e3o ouviu um ru\u00eddo sequer. Mas, como? Os passos do guia nas folhas secas eram, extremamente, altos. Quanto aos meus pedidos para que ele se mostrasse, haviam sido feitos em voz alta. Uma pessoa que estivesse a apenas quatro metros de dist\u00e2ncia teria escutado tudo perfeitamente.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">N\u00e3o havia mata ou \u00e1rvores entre n\u00f3s, nada que pudesse ocultar a vis\u00e3o um do outro. Fizemos todos os testes poss\u00edveis. Nos certificamos de que, em condi\u00e7\u00f5es normais, n\u00e3o haveria como n\u00e3o nos vermos ou ouvirmos. Algo mais parecia ter acontecido.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Para complicar um pouco as coisas, perguntei a ela sobre o terreno descampado \u00e0 minha esquerda. Aquilo tamb\u00e9m n\u00e3o fez o menor sentido para ela. Est\u00e1vamos no fundo de uma \u00e1rea de autocontrole. Acima de n\u00f3s, s\u00f3 havia mata, \u00e1rvores, as \u00e1reas de espera, as cercas e a estrada. N\u00e3o existia nenhum descampado.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">Mesmo com nada se encaixando em nossa l\u00f3gica, resolvi adotar a premissa da Navalha de Ockham. Se eu havia visto um descampado que n\u00e3o existia, se havia perdido Cris de vista e se ela era incapaz de me ouvir, tudo apontava para a possibilidade de termos estado em lugares diferentes. J\u00e1 havia visto isso.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A experi\u00eancia possu\u00eda uma natureza semelhante \u00e0 ocorrida nos anos noventa em Itatiaia, onde vinte e sete pessoas haviam desaparecido, deixando de ser vistas por seus instrutores e vice-versa. Teriam os guias, por motivos ainda desconhecidos, nos inserido em uma experi\u00eancia de manipula\u00e7\u00e3o de tempo e espa\u00e7o? Aparentemente, sim. Mas, por qu\u00ea? Era cedo demais para respostas. Sem saber, est\u00e1vamos assistindo apenas a primeira parte da ponta do iceberg.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">J\u00e1 retornando para a casa, na estrada de terra, Cris me deixou a par da presen\u00e7a de OXALC no autocontrole. Segundo ela, sua intera\u00e7\u00e3o com ela tamb\u00e9m era uma novidade, al\u00e9m, \u00e9 claro, de uma grande honra. Uma vez que n\u00e3o me via, Cris teria aproveitado para perguntar ao guia se devia me procurar. A resposta do guia para que n\u00e3o interferisse foi taxativa.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #ffffff;\">A presen\u00e7a de OXALC ali, completamente inesperada para mim, tamb\u00e9m era uma honra. Eles, os guias, n\u00e3o fazem absolutamente nada sem motivos. Logo descobrir\u00edamos que n\u00e3o seria uma apari\u00e7\u00e3o fortuita. Pelo contr\u00e1rio, em breve, ele voltaria. Sua presen\u00e7a estava relacionada a objetivos bem maiores do que imagin\u00e1vamos&#8230;<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-180f7e3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"180f7e3\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;,&quot;shape_divider_top&quot;:&quot;curve&quot;,&quot;shape_divider_top_negative&quot;:&quot;yes&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-background-overlay\"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-shape elementor-shape-top\" data-negative=\"true\">\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 1000 100\" preserveAspectRatio=\"none\">\n\t<path class=\"elementor-shape-fill\" d=\"M500,97C126.7,96.3,0.8,19.8,0,0v100l1000,0V1C1000,19.4,873.3,97.8,500,97z\"\/>\n<\/svg>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7e58532\" data-id=\"7e58532\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Textos Depoimento de Newton C\u00e9sar de O. 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